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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Três horas de purgatório

O que será que aconteceu com Frei Daniel durante aquelas horas? Onde esteve sua alma? O frade relatou sua experiência no livro “Fra Daniele reconta”. Deste escrito, compartilhamos os seguintes trechos:

“Eu estava em pé diante do trono de Deus. Pude vê-lo, mas não como um juiz severo, e sim como um Pai carinhoso e cheio de amor. Então, percebi que o Senhor havia feito tudo por amor a mim, que havia cuidado de mim do primeiro ao último instante da minha vida, amando-me como se eu fosse a única criatura existente sobre esta terra. Percebi também, no entanto, que eu não só não havia correspondido a este imenso amor divino, senão que havia descuidado dele. Fui condenado a duas-três horas de purgatório.

‘Mas como? – perguntei-me. Somente duas-três horas? Depois vou permanecer para sempre junto a Deus, eterno amor?’. Dei um pulo de alegria e me senti como um filho predileto. (…) Eram dores terríveis, que não sei de onde vinham, mas se sentiam intensamente. Os sentidos que mais haviam ofendido Deus neste mundo: os olhos, a língua, sentiam maior dor e era algo incrível, porque no purgatório a pessoa sente como se tivesse o corpo e conhece, reconhece os outros como ocorre no mundo.

Enquanto isso, não haviam passado mais que uns poucos minutos dessas penas e já me pareciam uma eternidade. Então pensei em pedir a um irmão do meu convento que rezasse por mim, porque eu estava no purgatório. Esse irmão ficou impressionado, porque sentia a minha voz, mas não me via. Ele perguntava: ‘Onde você está? Por que não consigo vê-lo?’ (…) Só então percebi estar sem corpo. Contentei-me com insistir-lhe que rezasse muito por mim e fui embora.

‘Mas como? – dizia eu a mim mesmo. Não seriam só duas ou três horas de purgatório? Mas já se passaram 300 anos!’ – pelo menos esta era a minha impressão. De repente, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu para mim e lhe supliquei, implorei, dizendo-lhe: ‘Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, obtém para mim do Senhor a graça de retornar à terra para viver e agir somente por amor a Deus!’.

Percebi também a presença do Padre Pio e lhe supliquei: ‘Pelas suas dores atrozes, pelas suas benditas chagas, Padre Pio meu, reze por mim a Deus, para que me liberte destas chamas e me conceda continuar o purgatório sobre a terra’. Depois não vi mais nada, mas percebi que o Padre Pio conversava com Nossa Senhora (…). Ela inclinou a cabeça e sorriu para mim.

Naquele exato momento, recuperei a possessão do meu corpo. (…) Com um movimento brusco, me livrei do lençol que me cobria. (…) Os que estavam velando e rezando, assustadíssimos, correram para fora do quarto, para buscar os enfermeiros e médicos. Em poucos minutos, o hospital virou uma bagunça. Todos pensavam que eu era um fantasma.”.

No dia seguinte pela manhã, Frei Daniel se levantou sozinho da cama e se sentou em uma poltrona. Eram sete horas. Os médicos geralmente visitavam os pacientes às nove. Mas, neste dia, o Dr. Riccardo Moretti, o mesmo que havia redigido o atestado médico de óbito do Frei Daniel, havia chegada mais cedo ao hospital. Ele parou na frente do frade e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Sim, agora eu acredito em Deus e na Igreja, acredito no Padre Pio!”.


Frei Daniel teve a oportunidade de compartilhar sua dor com Cristo durante mais de 40 anos após estes acontecimentos. Ele faleceu em 06 de julho de 1994, aos 75 anos, na enfermaria do convento dos Irmãos Capuchinhos de San Giovanni Rotondo (Itália).

Em 2012, foi aberta sua causa de beatificação e hoje ele é considerado Servo de Deus.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

O purgatório descrito por pessoas que já estiveram lá

Almas-do-purgatório2

Confira o relato de pessoas que tiveram esta experiência extraordinária e a contam detalhadamente
A tradição litúrgica expôs, desde o início dos tempos, a existência de uma condição na qual as almas permanecem depois da morte e se purificam para poder alcançar em algum momento a glória plena. É o chamado “purgatório”, palavra que vem do latim “purgare” e é narrada no Catecismo da Igreja Católica como um estado intermediário no qual estão “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados” (1030).
Esta purificação que aperfeiçoa a cura e libertação é uma realidade escatológica, verdade de fé, que foi proclamada desde os primeiros tempos do cristianismo, afirmada por santos, papas e pelo testemunho da própria Nossa Senhora em algumas das suas aparições. Para aprofundar no tema, você pode ler o artigo “O que é o purgatório?”.
Um “fogo de amor”
Bento XVI abordou este dogma de fé durante uma catequese de janeiro de 2011, na qual explicou que o purgatório não é tanto um “espaço”, mas um “fogo interior” que purifica a pessoa e a prepara para contemplar Deus.
Naquela ocasião, Bento XVI recordou as palavras de Santa Catarina de Gênova, que, conta, em sua obra “Tratado do Purgatório”, uma revelação particular. É uma experiência mística na qual ela descreve que “a alma separada do corpo, quando se encontra naquela pureza em que foi criada, vendo-se com tal impedimento, que não pode ser eliminado a não ser por meio do purgatório, imediatamente se lança a ele, com toda a sua vontade”.
Com extraordinária precisão, esta mulher italiana do século XVI afirma: “Não acho que seja possível encontrar um contentamento comparável à de uma alma no purgatório, a não ser a dos santos no Paraíso. Este contentamento cresce cada dia pela influência de Deus nessas almas, e mais ainda na medida em que vão se consumindo os impedimentos que se opõem a esta influência”.
Doutrina de fé
A certeza do purgatório nasce na Bíblia e posteriormente os doutores da Igreja (Agostinho, Gregório Magno e São Crisóstomo) formularam uma extensa e enriquecedor doutrina da fé. Tais abordagens sobre o purgatório foram respaldadas pelos sagrados concílios de Florença (1439) e Trento (1563). Mas também são confirmados por testemunhos de dezenas de pessoas, que expõem sua experiência sobre a existência de almas que buscam a comunhão com Deus.
Um destes valiosos tesouros vem de Santa Maria Faustina Kowalska, religiosa polonesa canonizada em 2001 pelo Papa João Paulo II. Vivendo sua vocação na década de 30, ela foi testemunha de diversas aparições de Jesus na advocação da misericórdia. Foi o próprio Filho de Deus quem lhe revelou aquilo que a santa narra em seu diário de vida.
Faustina conta que, guiada pelo seu anjo da guarda, visitou o purgatório: “Encontrei-me num lugar enevoado, cheio de fogo, e, dentro deste, uma multidão de almas sofredoras. Essas almas rezavam com muito fervor, mas sem resultado para si mesmas; apenas nós podemos ajudá-las. (…) O maior sofrimento delas era a saudade de Deus. Vi Nossa Senhora que visitava as almas no Purgatório. As almas chamam a Maria ‘Estrela do Mar’. Ela lhes traz alívio. Meu anjo da guarda me fez um sinal para sair. Saímos dessa prisão de sofrimento. Ouvi uma voz interior que me disse: ‘Minha misericórdia não deseja isso, mas a justiça o exige’”.
O amigo do Padre Paio que esteve no purgatório
O frei Daniele Natale foi um sacerdote capuchinho italiano que se dedicou a missionar em terras hostis durante a 2ª Guerra Mundial. Ele socorria os feridos, enterrava os mortos e salvava os objetos litúrgicos. Em meio a este cenário, em 1952, na clínica “Regina Elena”, ele recebeu o diagnóstico de câncer.
Com esta triste notícia, ele foi ver o Padre Pio, seu amigo e guia espiritual, quem lhe insistiu para que tratasse sua doença. O frei Daniele viajou a Roma e encontrou o médico que lhe haviam recomendado, Dr. Riccardo Moretti. Este médico, no começo, não queria realizar a cirurgia, porque tinha certeza de que o paciente não sobreviveria. Mas, influenciado por um impulso interior, acabou aceitando o desafio.
A intervenção foi realizada no dia seguinte pela manhã. Apesar da anestesia local, o frei Daniele continuou consciente. Ele sentia dor, mas não manifestava: pelo contrário, estava contente por poder oferecer seu sofrimento a Jesus. Mas, ao mesmo tempo, ele tinha a sensação de que esta dor estava purificando sua alma dos pecados. Depois de algum tempo, ele sentiu que dormia. Para os médicos, ele havia entrado em coma, na qual permaneceu durante três dias, falecendo logo depois. Redigiram o atestado de óbito confirmado pelos médicos e seus familiares se aproximaram do seu leito para rezar pelo defunto. No entanto, após algumas horas, o “morto” voltou à vida.
Três horas de purgatório
O que será que aconteceu com o frei Daniele durante aquelas horas? Onde esteve sua alma? O frade relatou sua experiência no livro “Fra Daniele reconta”. Deste escrito, compartilhamos os seguintes trechos:
“Eu estava em pé diante do trono de Deus. Pude vê-lo, mas não como um juiz severo, e sim como um Pai carinhoso e cheio de amor. Então, percebi que o Senhor havia feito tudo por amor a mim, que havia cuidado de mim do primeiro ao último instante da minha vida, amando-me como se eu fosse a única criatura existente sobre esta terra. Percebi também, no entanto, que eu não só não havia correspondido a este imenso amor divino, senão que havia descuidado dele. Fui condenado a duas-três horas de purgatório.
‘Mas como? – perguntei-me. Somente duas-três horas? Depois vou permanecer para sempre junto a Deus, eterno amor?’. Deu um pulo de alegria e me senti como um filho predileto. (…) Eram dores terríveis, que não sei de onde vinham, mas se sentiam intensamente. Os sentidos que mais haviam ofendido Deus neste mundo: os olhos, a língua, sentiam maior dor e era algo incrível, porque no purgatório a pessoa sente como se tivesse o corpo e conhece, reconhece os outros como ocorre no mundo.
Enquanto isso, não haviam passado mais que uns poucos minutos dessas penas e já me pareciam uma eternidade. Então pensei em pedir a um irmão do meu convento que rezasse por mim, porque eu estava no purgatório. Esse irmão ficou impressionado, porque sentia a minha voz, mas não me via. Ele perguntava: ‘Onde você está? Por que não consigo vê-lo?’ (…) Só então percebi estar sem corpo. Me contentei com insistir-lhe que rezasse muito por mim e fui embora.
‘Mas como? – dizia eu a mim mesmo. Não seriam só duas ou três horas de purgatório? Mas já se passaram 300 anos!’ – pelo menos esta era a minha impressão. De repente, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu para mim e lhe supliquei, implorei, dizendo-lhe: ‘Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, obtém para mim do Senhor a graça de retornar à terra para viver e agir somente por amor a Deus!’.
Percebi também a presença do Padre Pio e lhe supliquei: ‘Pelas suas dores atrozes, pelas suas benditas chagas, Padre Pio meu, reze por mim a Deus, para que me liberte destas chamas e me conceda continuar o purgatório sobre a terra’. Depois não vi mais nada, mas percebi que o Padre Pio conversava com Nossa Senhora (…). Ela inclinou a cabeça e sorriu para mim.
Naquele exato momento, recuperei a possessão do meu corpo. (…) Com um movimento brusco, me livrei do lençol que me cobria. (…) Os que estavam velando e rezando, assustadíssimos, correram para fora do quarto, para buscar os enfermeiros e médicos. Em poucos minutos, o hospital virou uma bagunça. Todos pensavam que eu era um fantasma.”
No dia seguinte pela manhã, o frei Daniele se levantou sozinho da cama e se sentou em uma poltrona. Eram sete horas. Os médicos geralmente visitavam os pacientes às nove. Mas, neste dia, o Dr. Riccardo Moretti, o mesmo que havia redigido o atestado médico de óbito do frei Daniele, havia chegada mais cedo ao hospital. Ele parou na frente do frade e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Sim, agora eu acredito em Deus e na Igreja, acredito no Padre Pio!”.
O frei Daniele teve a oportunidade de compartilhar sua dor com Cristo durante mais de 40 anos após estes acontecimentos. Ele faleceu em 6 de julho de 1994, aos 75 anos, na enfermaria do convento dos Irmãos Capuchinhos de San Giovanni Rotondo (Itália).
Em 2012, foi aberta sua causa de beatificação e hoje ele é considerado Servo de Deus.
fonte: Aleteia

O Padre Pio e as aparições das almas do Purgatório (Parte III)

Um jovem noviço falecido pede orações ao Padre Pio
Quando eu já era um religioso, ouvi do próprio Padre Pio a história do noviço capuchinho que tinha morrido no convento de San Giovanni Rotondo, antes da última supressão das ordens religiosas.
Padre Pio disse que, uma noite, enquanto estava absorvido na oração no coro da pequena igreja de Nossa Senhora das Graças, ficou agitado com o som de passos, e com as velas e flores do altar principal sendo removidas. Pensando que alguém estivesse lá, Padre Pio chamou: “Quem é? ”
Ninguém respondeu. Retornando à oração, foi novamente perturbado pelos mesmos sons. Na verdade, desta vez teve a impressão de que uma das velas, a qual estava na parte da frente da imagem de Nossa Senhora das Graças, tinha caído.
Querendo ver o que estava acontecendo no altar, levantou-se, chegou perto, e viu na sombra ao lado da luz do Tabernáculo, um jovem confrade, fazendo algum tipo de limpeza. Padre Pio, então, gritou com ele: “O que você está fazendo no escuro? ” O pequeno frade respondeu:“Estou limpando. ”
Padre Pio: “Limpando no escuro? Quem é você? ”
O pequeno frade: “Sou um noviço capuchinho, que tem passado o tempo no Purgatório. Estou necessitado de orações. ” E, então, desapareceu.
Antes da última supressão das ordens religiosas, o convento de San Giovanni Rotondo era um noviciado. O Senhor permitiu ao noviço, morto já há muitos anos, aparecer ao Padre Pio, de modo que ele pudesse ser ajudado pelas suas orações e penitências, e com a Santa Missa, para alcançar a alegria eterna.
As aparições dos mortos ao Padre Pio foram muito numerosas para serem contadas. Das suas palavras, pode-se deduzir que eram muito frequentes e que não o afetavam de jeito algum, porque estava acostumado.
Do livro “Padre Pio of Pietrelcina: Memories – Experiences – Testimonials”, Pe. Alberto D’Apolito, Foggia, 1986.

https://www.paraclitus.com.br/santos-e-martires/o-padre-pio-e-as-aparicoes-das-almas-do-purgatorio-parte-iii

O Padre Pio e as aparições das almas do Purgatório (Parte II)

A história do homem que morreu queimado no convento
Outra aparição, que escutei do próprio Padre Pio, foi aquela de um velho homem que tinha queimado até a morte, no convento de San Giovanni Rotondo, na época em que tinha sido transformado numa casa para os pobres, após a supressão das ordens religiosas.
Vou descrever a história da forma exata como escutei o Padre contando, numa tarde de maio de 1922, ao Monsenhor Alberto Costa, Bispo de Lecce.
Fui até o corredor, e assegurei-me de que todos os Padres estavam fora, sob as treliças de videira, falando com o Bispo e com o Padre Pio. Aproximei-me do peitoril da janela, e fiquei por lá escutando o que todos, diretamente embaixo, falavam.
Atraído pela pergunta feita pelo Bispo Costa ao Padre Pio, se uma pessoa morta já tinha aparecido a ele, concentrei-me a fim de seguir atentamente a discussão. Era assim que a história começava:
“Nós estávamos no meio da Primeira Guerra Mundial. O convento de San Giovanni Rotondo, como todos os outros conventos da província monástica, estava vazio, sem frades, pois haviam sido confiscados. Só havia o Colégio Seráfico, atendido por mim e pelo Padre Paolino.
Numa tarde de inverno, depois de uma pesada nevasca, a senhora Assunta di Tommaso, irmã do Padre Paolino, chegou no convento, para uma estadia de vários dias.
Antes do anoitecer, Padre Paolino disse a sua irmã para descer até a cidade e se instalar na casa de Rachelina Russo, uma benfeitora do monastério. Assunta se recusou a ir até a cidade sozinha, porque havia ainda muita neve no chão, e o perigo de ser atacada por um lobo faminto, ou de ser abordada por um bandido. Padre Paolino disse a ela: ‘Assunta, você sabe que este aqui é um mosteiro de clausura, e nenhuma mulher pode entrar. Então o que podemos fazer? ’
Assunta respondeu: ‘Deixe-me trazer um colchão para este quarto, e fico aqui por esta noite. Amanhã, vou procurar Rachelina. ’
Padre Paolino: ‘Se não se importar em ficar na sala de hóspedes, terei uma cama preparada para você poder descansar em paz esta noite. ’
Ele ordenou que alguns estudantes preparassem uma pequena cama, e acendessem o fogo da lareira para aquecer a sala.
Depois de uma boa ceia, tão logo os garotos foram dormir, nós descemos para dizer um boa-noite a Assunta. Enquanto conversávamos, Padre Paolino disse à irmã: ‘Assunta, vou recitar o Rosário na igreja, você fica aqui com o Padre Pio. ’
Assunta respondeu: ‘Também vou. ’
Assim que saíram da sala de hóspedes, fecharam a porta, e fiquei sozinho perto da lareira. Estava rezando com os meus olhos quase fechados, quando vi a porta se abrir. Um senhor de idade, vestindo uma capa ao estilo dos camponeses de San Giovanni Rotondo, veio se sentar perto de mim. Olhei-o sem poder imaginar como ele teria entrado no convento àquela hora da noite. Então lhe perguntei: ‘Quem é você? O que você quer? ’
Ele respondeu contando-me o nome, sobrenome, e outros detalhes: ‘Padre Pio, eu sou Pietro Di Mauro fu Nicola, apelido: Precoco. Faleci neste mosteiro no dia 18 de setembro de 1908, na cela número 4, quando esta era ainda uma casa para os pobres. Numa noite, enquanto estava na cama, adormeci com um cigarro aceso. Pegou fogo na palha e morri, sufocado e queimado. Ainda estou no Purgatório. Preciso de uma Santa Missa para ser libertado. Deus permitiu que eu viesse e pedisse a sua ajuda. ’
Depois de escutá-lo, repliquei: ‘Tenha certeza que amanhã celebrarei uma Missa para a sua liberação. ’ Levantei-me e o acompanhei até a porta do convento, para que pudesse sair.
Não tinha percebido, naquele momento, que a porta estava fechada e trancada.
Eu a abri e nos despedimos. A lua iluminava a praça coberta de neve. Quando não o vi mais diante de mim, fui tomado por uma sensação de medo. Fechei a porta, entrei novamente na sala de visitas, e caí desmaiado. Padre Paolino e sua irmã, depois de completado o Rosário, retornaram para a sala de visitas e, vendo-me pálido, pensaram que tivesse ficado doente. Depois de desejar um boa-noite a Assunta, Padre Paolino acompanhou-me até a cela. Eu não disse nada sobre a aparição.
Depois de uns dias que sua irmã havia partido, Padre Paolino quis saber o que tinha acontecido comigo naquela noite. Confessei tudo, contando-lhe inclusive os pormenores da aparição. Então acrescentei: ‘Aquela noite eu não poderia dizer, na presença de sua irmã, que um homem morto tinha aparecido a mim. Do contrário, ela não teria conseguido dormir na sala de hóspedes. ’
Padre Pio terminou a história desta extraordinária aparição dizendo que, com o oferecimento da Missa, a alma do homem havia sido liberta do Purgatório, e entrado na intimidade com Deus.
Após anotar todas as informações, Padre Paolino foi até o escritório onde estavam os arquivos do convento, para confrontar os fatos. Verificando-os, declarou que a história contada pelo homem morto era verdadeira.
Voltei rapidamente ao meu quarto, e escrevi, em várias folhas de anotação, tudo o que tinha ouvido atentamente daquela narrativa.
No dia 11 de fevereiro de 1948, encontrei aquele mesmo Bispo, Monsenhor Alberto Costa. Na casa paroquial de Magliano di Lecce, falamos um bom tempo sobre o Padre Pio, na presença de muitos padres e leigos, convidados para a Festa de Nossa Senhora de Lourdes.
Entre vários episódios, o Bispo discorreu, nos mínimos detalhes, sobre a história da aparição do velho homem morto ao Padre Pio, do jeito que ele a tinha escutado, vinte e seis anos antes, e da forma como eu a escrevi agora.
Do livro “Padre Pio of Pietrelcina: Memories – Experiences – Testimonials”, Pe. Alberto D’Apolito, Foggia, 1986.
https://www.paraclitus.com.br/santos-e-martires/o-padre-pio-e-as-aparicoes-das-almas-do-purgatorio-parte-ii

O Padre Pio e as aparições das almas do Purgatório (Parte I)


Padre Pio, cujo coração ardia de amor pelo Senhor, sentia também imensa compaixão pelas santas almas do Purgatório. Durante os colóquios semanais, ele nos falava com frequência sobre a dor e o sofrimento daquelas almas, e sobre o dever caridoso de ajudá-las com as nossas orações, oferecimentos e mortificações.
Irei recontar fielmente algumas dessas aparições, como se elas fossem contadas pelo próprio Padre Pio.
Os quatro confrades
Uma delas, e que o impressionou grandemente, aconteceu numa noite de fevereiro de 1922, perto da lareira do convento de San Giovanni Rotondo, enquanto eu era noviço.
Alguns meses depois, durante a palestra semanal da escola, ele nos disse sobre o ocorrido:
“Agora, escutem o que aconteceu comigo algumas noites atrás. Desci para perto da lareira a fim de me aquecer, e fiquei surpreso ao ver quatro frades, sentados silenciosamente em volta do fogo, com os capuzes na cabeça. Nunca os tinha visto antes. Cumprimentei-os: ‘Jesus Cristo seja louvado! ’. Nenhum deles respondeu. Surpreso, olhei-os bem de perto para ver quem eram, mas não os reconheci. Fiquei por lá alguns minutos, olhando-os, e tive a impressão de que estavam com dor. Quando repeti a saudação e ainda assim não me responderam, entrei novamente no convento e fui até a sala do Superior, Padre Lorenzo, para lhe perguntar se alguns frades teriam chegado de longe. Ele respondeu: ‘Padre Pio, quem iria tentar vir até aqui com esse mau tempo! ’
Retruquei: ‘Padre, lá embaixo, ao lado da lareira, estão quatro frades capuchinhos, sentados nos bancos em torno do fogo, com os capuzes nas cabeças, aquecendo-se. Eu os cumprimentei, mas nenhum deles me respondeu. Fitei-os atentamente, mas não os reconheci. Eu não sei quem eles são. ’
O Superior, então, exclamou: ‘Não é possível que frades estranhos tenham chegado sem eu saber! Vamos lá ver.’
Nós descemos até a lareira, mas não encontramos ninguém.
Aí eu entendi que os quatro confrades eram religiosos falecidos, que estavam purificando-se para o Purgatório naquele lugar, onde eles ofenderam o Senhor. Eu fiquei acordado durante toda a noite orando diante de Jesus no Santíssimo Sacramento, pela liberação deles do Purgatório. ”
Do livro “Padre Pio of Pietrelcina: Memories – Experiences – Testimonials”, Pe. Alberto D’Apolito, Foggia, 1986.

https://www.paraclitus.com.br/santos-e-martires/o-padre-pio-e-as-aparicoes-das-almas-do-purgatorio

PADRE PIO VÊ ALMA SOFREDORA

Padre Pio contou a seguinte história ao Padre Anastácio: 

Uma tarde, enquanto estava rezando a sós, eu ouvi o sussurro de um terno, e eu vi um monge jovem que se mexeu próximo ao altar”. Parecia que o monge jovem estava espanando os candelabros e regando os vasos das flores. Eu pensei que ele era o Padre Leone que estava reestruturando o altar e como era a hora do jantar, eu fui próximo a ele e lhe falei: Padre Leone, vá jantar, não está na hora de espanar e consertar o altar. Mas uma voz que não era a voz do padre Leone me respondeu: Eu não sou o Padre Leone.
-Então perguntei: Quem é você? A voz então respondeu:
-“Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui. Minha missão era que eu limpasse o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente, eu, durante todo esse tempo não reverenciei a Jesus Sacramentado Deus todo Poderoso, todas as vezes que passava em frente ao altar causando grande aflição ao Sacramento Santo, por causa da minha irreverência. Por este descuido sério, eu ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, com a sua bondade infinita, enviou-me aqui para que você estabeleça o dia em que eu passarei a desfrutar o Paraíso. É para você cuidar de mim”.
Eu pensei ter sido generoso com àquela alma de sofrimento e assim exclamei: “você estará amanhã pela manhã no Paraíso, quando eu celebrar a Santa Missa”. 
Aquela alma chorou e disse: 
“Cruel de mim, que malvado eu fui”. 
Então ele chorou e desapareceu. Aquela exclamação me produziu uma ferida no coração, que eu senti e sentirei a vida inteira. Na realidade eu teria podido enviar aquela alma imediatamente ao Céu, mas eu o condenei a permanecer outro noturno nas chamas do Purgatório.

http://sanctisanimasinpurgatorio.blogspot.com/2012/11/os-santos-e-as-almas-do-purgatorio.html

SANTA TEREZA D'AVILA VÊ ALMA E SEU BENFEITOR



No livro das Fundações nos diz ela que D. Bernardino de Mendoza lhe deu uma casa, um jardim e uma vinha para estabelecer um convento em Valladolid. Dois meses depois desta doação, antes desta concluída a fundação, este homem caiu subitamente doente e perdeu o uso da fala, de sorte que se não poude confessar, dando todavia sinais não equívocos de contrição. 
" Não tardou a morrer, diz Santa Teresa, longe do lugar onde eu estava nessa ocasião. 
Mas Nosso Senhor me falou e me fez saber que aquele homem se salvara (conquanto houvesse corrido grande risco de se não salvar), pois a misericórdia de Deus abaixara sobre ele, por causa dos donativos que fizera ao convento da Santíssima Virgem; todavia, sua alma não sairia do purgatório antes de se dizer a primeira missa na nova casa. Senti tão profundamente os sofrimentos desta alma, que não obstante o meu grande desejo de concluir no mais curto prazo possível a fundação de Toledo, suspendi logo esta, para trabalhar na de Valladolid. Um dia que eu estava em oração em Medina del Campo, Nosso Senhor me disse que me apressasse, pois que a alma de Mendoza estava sendo pasto dos mais pungente sofrimentos. 
Pus-me logo a caminho, embora não estivesse preparada para isso, e cheguei a Valladolid no dia da festa de S. Lourenço. Santa Teresa continua sua narrativa e nos diz que depois de haver recebido a sagrada comunhão, á primeira missa que foi celebrada na nova casa, a alma do seu benfeitor lhe apareceu radiante, e em seguida a viu entrar no ceú. Ela não esperava que tal sucesso coroasse seus pios esforços, como ela própria observa, "pois, diz ela, conquanto me houvesse sido revelado que o livramento desta alma se seguiria á primeira missa, pensava eu que isto devia significar a primeira missa em que o Santíssimo Sacramento fosse encerrado no tabernáculo."

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SÃO FRANCISCO E O LEPROSO



Um leproso, curado do corpo e da alma, pela oração de São Francisco, após quinze dias de penitência, enfermou de outra enfermidade: e armado com os santos sacramentos da santa madre Igreja, morreu santamente; e sua alma, indo ao paraíso, apareceu nos ares a S. Francisco, que estava em uma selva em oração, e disse-lhe:
"Reconheces-me?" 
"Quem és?", disse S. Francisco.
E ele disse: 
"Sou o leproso, o qual Cristo bendito sarou por teus méritos, e hoje vou à vida eterna, pelo que rendo graças a Deus e a ti. Bendito sejam tua alma e teu corpo e benditas as tuas palavras e obras: porque por ti muitas almas se salvarão no mundo: e saibas que não há dia no mundo no qual os santos anjos e os outros santos não deem graças a Deus pelos santos frutos que tu e a Ordem tua fazeis em diversas partes do mundo: e portanto toma coragem e agradece a Deus e fica com a sua bênção". 
E ditas estas palavras subiu para o céu; e S. Francisco ficou muito consolado.
Em louvor de Cristo. Amém.

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O Purgatório

  A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28,20;...