sábado, 11 de janeiro de 2020

Os terríveis sofrimentos



Os Terríveis Sofrimentos 

O que os Santos Doutores ensinam acerca dos sofrimentos do purgatório nos penetram de tema com paixão pelas almas.
S. Boaventura ensina que nossos maiores sofrimentos ficam muito aquém dos que ali se padecem. São Tomás diz que o menor dos seus sofrimentos ultrapassam os maiores tormentos que possamos suportar. Confirmam Santo Ambrósio e São João Crisóstomo que todos os tormentos, que o furor dos perseguidores e dos demônios inventaram contra os mártires, jamais atingirão a intensidade dos que padecem em tal lugar de expiação.

O fogo! Estremecemos só de lhe ouvir o nome. E estar-se no fogo inteiramente, num fogo ativo, penetrante, que vai até o início do ser – que cruel suplício.
Aquele fogo, diz Santo Antônio, é de tal maneira rigoroso que comparado com o que conhecemos na terra, este se afigura como pintado num painel.
Após uma visão do purgatório, exclama Santa Catarina de Gênova: “Que coisa Terrível! Confesso que nada posso dizer e nem conceber que se aproxime sequer da realidade. As penas que lá se padecem são tão dolorosas como as penas do inferno”.
Creio que as penas do purgatório são mais terríveis e insuportáveis que todos os males desta vida, diz São Gregório Magno.
S. Nicolau Tolentino teve uma visão de um imenso vale onde multidões de almas se retorciam de dor num braseiro imenso e gemiam de cortar o coração. Ao perceberem o Santo, bradavam suplicantes, estendendo os braços e pedindo misericórdia e socorro. Padre Nicolau, tem piedade de nós! Se celebrares a Santa Missa por nós, quase todas seremos libertadas de nossos dolorosos tormentos. São Nicolau celebrou sete missas em sufrágio dessas almas. Durante a última missa apareceu-Ihe uma multidão de almas resplandecentes de glória que subiam ao céu.

Fonte:http://www.amormariano.com.br/artigos/as-almas-do-purgatorio-nao-as-esquecais/

Sufraguemos as Almas do Purgatório


Acerca da excelência da devoção às Almas, nada melhor se pode dizer, do que as palavras com que o piedoso Doutor Santo Afonso de Ligório principiou a pequena obra, que escreveu sobre este assunto. Diz ele:
“A devoção às benditas Almas, que consiste em encomendá-las a Deus para que lhes dê algum alívio no meio das grandes penas que sofrem, e as chame o mais depressa possível para a sua glória, é muito agradável a Deus e proveitosa para nós. Porque por um lado essas benditas Almas são esposas queridas de Jesus Cristo, e por outra parte são elas sumamente gratas para com aquele que lhes alcança a liberdade de sua prisão, ou ao menos lhe procura algum alívio em seus tormentos; e tanto que cheguem ao Céu, jamais se olvidarão de quem por elas rogou. Além disto, crê-se piamente que Deus lhes dá a conhecer a quem roga por elas, a fim de que também elas peçam por nós. É certo que essas Almas benditas não se acham em estado de pedir em seu próprio favor, por se encontrarem no Purgatório satisfazendo por suas culpas; não obstante, como são tão amadas por Deus, podem perfeitamente pedir por nós e alcançar-nos abundantes graças." 
Meios de aliviar e de libertar as Almas do purgatório, satisfazendo a Deus por elas.
A oração
O primeiro destes meios é a oração, e essa está ao alcance de todos; tanto pobres como ricos, fracos ou fortes, meninos ou velhos; ninguém pode alegar motivos racionais para se dispensar dela.
A menos repeti muitas vezes essa curtas invocações:
“Doce Jesus, sede-lhes propício!”;
“Senhor, dai-lhes o repouso eterno!”;
“Meu Deus, que eles repousem em paz!”
Esmola
A esmola é uma das virtudes que nos são mais vezes e mais poderosamente recomendadas no Evangelho. Ela possui até, segundo São Tomás, um poder de satisfação maior do que a oração; ou antes, duplica a força das nossas orações, e cujo sucesso nos assegura. 
A Santa Comunhão
Quando temos a felicidade de comungar, ficamos unidos a Jesus Cristo duma maneira tão íntima, que cada um de nós pode exclamar com o grande apóstolo:
“Não, não sou eu que vivo, é Cristo quem vive em mim”.
Comungai, pois, Alma cristã, comungai muitas vezes por estas Almas tão amadas, que não têm a felicidade de participar do banquete Eucarístico. 
O Santo Sacrifício da Missa
De todos os meios que temos indicado até aqui para alívio das Almas do Purgatório, nenhum é tão poderoso, tão eficaz, como o Santo Sacrifício da Missa: – São Jerônimo diz; a cada Missa celebrada com devoção, saem muitas Almas do Purgatório. E não sofrem tormento algum durante a Missa aplicada por elas, afirma o mesmo Doutor.
O Sofrimento
Aliviemos as Almas do Purgatório, diz São João Crisóstomo: “aliviemo-las por todos os meios possíveis; porque Deus tem cuidado de aplicar aos mortos os méritos dos vivos”. O sofrimento é a grande satisfação que o Senhor pede aos devedores da justiça; logo, soframos por eles a fim de que eles sofram menos. Oh! Se tivéssemos uma fé mais viva, uma caridade mais ardente, que mortificações não imporíamos a nós mesmos, para aliviar e libertar parentes, amigos, que tanto nos amaram, e que sofrem agora duma maneira tão horrível?
A penitência, o jejum, as austeridades seriam 
os nossos exercícios ordinários. 
Mas, ao menos tenhamos a coragem de fazer alguns leves sacrifícios: sacrifício duma afeição perigosa, sacrifício duma leitura má, renúncia à televisão, cinema, jogos, passatempos, sacrifício de deixar de fumar, dum objeto de luxo e de pura vaidade … Coragem, pois, Alma cristã, soframos um pouco de frio, refresquemos vítimas que ardem no meio do fogo, da justiça de Deus. Soframos um pouco de calor, mudaremos os ardores desse fogo em doce orvalho. Suportemos um incômodo, arrancaremos Almas do mais profundo sofrimento e dor.

A Via-Sacra
Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente.
Com o piedoso exercício da Via-Sacra, renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do Pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até ao Monte Calvário, onde morreu na Cruz para a nossa Salvação.

As indulgências
A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (perdoados somente quanto culpa e pena eterna) que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da Redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Jesus Cristo, da Santíssima Virgem e dos Santos.Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça. Ninguém pode lucrar indulgência a favor de outras pessoas vivas.
Corramos, pois, Alma cristã, fazer aquisição destas riquezas espirituais, mais preciosas que o ouro… por favor, não desprezeis proporcionar aos fiéis defuntos, tesouros tão fáceis de ganhar.

(Sufrágio – Editora Divina Misericórdia)
FONTE:http://www.amormariano.com.br/artigos/sufraguemos-as-almas-do-purgatorio/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Almas do Purgatório: porque a Igreja reza por elas


Você conhece o poder da oração pelas almas do purgatório?
O Concílio de Trento, em 1563, ensinou que o purgatório existe e que as almas aí retidas podem ser ajudadas pelos sufrágios dos fiéis e sobretudo pelo santo sacrifício do altar. Entrar no céu e participar da glória de Deus é o anseio de cada cristão. No entanto, para que isso aconteça é preciso que a pessoa esteja totalmente purificada de seus pecados e pronta para amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e com todo o seu entendimento.
A maior parte das pessoas vão para o purgatório, pois são poucas as que chegam a um alto nível de santidade ainda nesta vida ou aquelas que, na hora da morte, recebem a indulgência plenária.
Para rezar pelas almas do Purgatório, o fiel deve exercitar três virtudes: a fé, a caridade e a justiça.
Fé – é preciso crer naquilo que a Igreja ensina. Como vemos acima, o Purgatório existe e ela afirma que, para ele “vão as almas das pessoas que morreram em estado de graça, mas ainda não satisfizeram completamente por seus pecados e penas temporais”;
Caridade – é a segunda virtude a ser exercitada. Ela consiste em amar estas pessoas mais necessitadas, pois nada podem fazer, já que estão em um estado de total passividade, dependentes exclusivamente da ajuda dos que estão ainda nesta vida. O dever de cada um é rezar pelas almas que estão no purgatório, pois as que estão, tanto no céu quanto no inferno, já tem sua condição eterna;
Justiça – ela possui dois aspectos: o primeiro é o da piedade com os antepassados, onde você reza pela sua descendência, como uma obrigação filial. Devemos a própria vida a cada um deles. E o segundo aspecto é por causa da justiça em seu sentido estrito, ou seja, quantas almas podem estar padecendo no purgatório por nossa culpa? Por conta de nossas faltas, da nossa cumplicidade no pecado, maus conselhos. Sendo assim, é obrigação de justiça rezar por elas.

Para ajudar as almas do purgatório podemos realizar três coisas: oração, penitência e obras de caridade, já que estas almas não conseguem fazer nada por si mesmas e contam exclusivamente com a ajuda dos que estão nesta vida.
Você sabe qual a maior ajuda que podemos oferecer a elas? O nosso maior auxílio se dá através da Santa Missa.
Antigamente havia o piedoso costume de se terminar a lista de intenções da Missa com um pedido pelas almas padecentes. Infelizmente esse gesto caiu em desuso e seria salutar recuperá-lo. Trata-se de um gesto de caridade para com aqueles que estão impossibilitados.

Oração pelas Almas do Purgatório
Para te ajudar a pedir pelas almas do purgatório queremos apresentar uma oração simples, mas de muita eficácia, ensinada por Nossa Senhora de Fátima: “Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem”. E as que mais precisam são justamente as que estão no Purgatório.
Para que as almas do purgatório possam encontrar seu descanso no céu precisamos exercitar as três virtudes citada acima, recuperando a prática de piedade que a Igreja acalenta a tantos séculos que é rezar pelos falecidos.

http://www.copiosaredencao.org.br/almas-do-purgatorio/

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