segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O Purgatório

Do Anglicans Believe in Purgatory? — Church of the Incarnation

 

A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos

Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28,20; Jo 14,15.25; 16,12´13), acredita na purificação das almas após a morte, e chama este estado, não lugar, de Purgatório.

Ao nos ensinar sobre esta matéria, diz o nosso Catecismo:

“Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, afim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu” (CIC, §1030).

Logo, as almas do Purgatório “estão certas da sua salvação eterna”, e isto lhes dá grande paz e alegria. Falando sobre isso, disse o Papa João Paulo II:

“Mesmo que a alma tenha de sujeitar-se, naquela passagem para o Céu, à purificação das últimas escórias, mediante o Purgatório, ela já está cheia de luz, de certeza, de alegria, porque sabe que pertence para sempre ao seu Deus.” (Alocução de 3 de julho de 1991; LR n. 27 de 7/7/91)

O Catecismo da Igreja ensina que:

“A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos, purificação esta que é totalmente diversa da punição dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório principalmente nos Concílios de Florença (1438-1445) e de Trento (1545-1563)” (§ 1031).

“Este ensinamento baseia-se também sobre a prática da oração pelos defuntos de que já fala a Escritura Sagrada: Eis porque Judas Macabeus mandou oferecer este sacrifício expiatório em prol dos mortos, a fim de que fossem purificados de seu pecado (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em favor dos mesmos, particularmente o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos”.

Devemos notar que o ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus, cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas:

“Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado”. (2 Mac 12,44s)

Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé.

Todo homem foi criado para participar da felicidade plena de Deus (cf. CIC, 1), e gozar de sua visão face-a-face. Mas, como Deus é “Três vezes Santo”, como disse o Papa Paulo VI, e como viu o profeta Isaías (Is 6,8), não pode entrar em comunhão perfeita com Ele quem ainda tem resquícios de pecado na alma. A Carta aos Hebreus diz que: “sem a santidade ninguém pode ver a Deus” (Hb 12, 14). Então, a misericórdia de Deus dá-nos a oportunidade de purificação mesmo após a morte. Entenda, então, que o Purgatório, longe de ser castigo de Deus, é graça da sua misericórdia paterna.

O ser humano carrega consigo uma certa desordem interior, que deveria extirpar nesta vida; mas quando não consegue, isto leva-o a cair novamente nas mesmas faltas. Ao confessar recebemos o perdão dos pecados; mas, infelizmente, para a maioria, a contrição ainda encontra resistência em seu íntimo, de modo que a desordem, a verdadeira raiz do pecado, não é totalmente extirpada. No purgatório essa desordem interior é totalmente destruída, e a alma chega à santidade perfeita, podendo entrar na comunhão plena com Deus, pois, com amor intenso a Ele, rejeita todo pecado.
Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos.

O fogo neste texto tem sentido metafórico e representa o juízo de Deus (cf. Sl 78, 5; 88, 47; 96,3). O purgatório não é de fogo terreno, já que a alma, sendo espiritual, não pode ser atingida por esse fogo. No purgatório a alma vê com toda clareza a sua vida tíbia na terra, o seu amor insuficiente a Deus, e rejeita agora toda a incoerência a esse amor, vencendo assim as paixões que neste mundo se opuseram à vontade santa de Deus. Neste estado, a alma se arrepende até o extremo de suas negligências durante esta vida; e o amor a Deus extingue nela os afetos desregrados, de modo que ela se purifica. Desta forma, a alma sofre por ter sido negligente, e por atrasar assim, por culpa própria, o seu encontro definitivo com Deus. É um sofrimento nobre e espontâneo, inspirado pelo amor de Deus e horror ao pecado.

Pensamentos Consoladores sobre o Purgatório

O grande doutor da Igreja, São Francisco de Sales (1567-1655), tem um ensinamento maravilhoso sobre o purgatório. Ele ensinava, já na idade média, que “é preciso tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório”. Eis o que ele nos diz:

1 – As almas ali vivem uma contínua união com Deus.

2 – Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.

3 – Purificam-se voluntariamente, amorosamente, porque assim o quer Deus.

4 – Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.

5 – São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.

6 – Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.

7 – São consoladas pelos anjos.

8 – Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.

9 – As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.

10 – Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.

11 – O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.

Fonte: Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981

segunda-feira, 20 de julho de 2026

ORAÇÃO PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO




"Senhor sê misericordioso comigo, para a honra do teu nome; porque cheia de suavidade é a tua misericórdia" (Salmo I08.21)

 

 Ó Deus de toda a consolação, autor da salvação das almas! tende piedade das que estão padecendo no Purgatório, e concedei-lhes, com o total livramento de suas penas, a felicidade que em outro tempo prometestes ao vosso servo Abraão e a sua posteridade. Compadecei-vos Senhor, de seu sofrimento, e esquecei-vos das faltas que a fragilidade da nossa natureza lhes fez algumas vezes cometer. Tirai-as daquele lugar de suplício e de trevas e ponde-as em um lugar de descanso e de luz. 

            Atendei, Deus meu à humilde súplica que vos faço e concedei esta graça de perfeito livramento aquelas  almas pelas quais sou particularmente  obrigado a rogar. Eu vo-lo peço pelo sagrado Nome e pelos infinitos  merecimentos  daquele  que se encarregou de satisfazer por nós  todos, e que vive e reina convosco por todos os séculos  dos séculos. Assim seja. 

ORAÇÃO PELAS ALMAS

(SERVE P/NOVENA)

            Dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que vertestes no Jardim de Getsêmani, tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa cruel flagelação, tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa dolorosa coroação de espinhos, tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a vossa cruz ao Calvário, tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa crucificação crudelíssima, tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Dulcíssimo Jesus, pela dores que sofrestes na vossa amarguíssima agonia sobre a cruz, tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Dulcíssimo Jesus, pela dor imensa que sofrestes rendendo a vossa bendita alma, Tende compaixão das benditas almas. Tende delas compaixão, Senhor.

            Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei as almas de vossos servos a remissão de todos os seus pecados, para que obtenham o perdão que sempre desejam. 

Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos, Amém.

Cel. : Dai-lhes, Senhor o repouso eterno.

Resp.: E brilhe para elas a vossa luz.

ORAÇÃO ÁS 13 ALMAS

            Oh! Minhas 13 Almas Benditas sabidas e entendidas, a vós peço, pelo amor de Deus atendei ao meu pedido. Minhas 13 Almas Benditas, sabidas e entendidas, a vós peço, pelo sangue que Jesus derramou, atendei o meu pedido. Pelas gotas de suor que Jesus derramou do seu Sagrado Corpo, atendei o meu pedido. 
            Meu Senhor Jesus Cristo, que a vossa proteção me cubra, vossos braços me guardem no vosso coração e me proteja com os vossos olhos.
            Oh! Deus de Bondade, vós sois meu advogado na vida e na morte; peço-vos que atendei os meus pedidos, livrai-me dos males e dai-me sorte na vida.                 Segui meus inimigos, que olhos do mal não me vejam; cortai as forças dos meus inimigos.
            Minhas 13 Almas Benditas, sabidas e entendidas, se me fizerem alcançar esta graça (dizer a graça), ficarei devoto de vós e divulgarei a vossa devoção e mandarei rezar uma missa.
Reza-se 13 Pai Nossos e 13 Aves- Maria  durante 13 dias.

Provérbio:
Precisa de uma prova da existência de Deus? Acaso alguém acende uma tocha para ver o sol?
 
https://oracoesdeminhamae.blogspot.com/2014/07/106-oracao-pelas-almas-do-purgatorio.html 

ORAÇÃO PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO



 

Deus onipotente, Pai de bondade e de misericórdia, tende piedade das benditas almas do purgatório e ajudai a meus queridos pais e antepassados.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai a meus irmãos e parentes.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai a todos meus benfeitores espirituais e temporais.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que tem sido meus amigos e empregados.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai a quantos devo amor e orar.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai a quantos tive prejudicado e ferido.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que tiveram faltado contra mim.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aqueles a quem professais predileção.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que estão mais próximos a união convosco.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que vos desejam mais ardentemente.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que sofrem mais.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que estão mais longe de sua liberação.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que menos auxílios recebem.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que mais méritos tem pela Igreja.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que foram ricos aqui, e ali são os mais pobres.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos poderosos, que agora são como servos.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos cegos que agora reconhecem sua cegueira.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos vaidosos que desperdiçaram seu tempo.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos pobres que não buscaram as riquezas divinas.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos tíbios que muito pouca oração tem feito.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos presunços que tem descuidado de tantas obras boas.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos de pouca fé que descuidaram dos Santos Sacramentos.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos reincidentes que apenas por um milagre da graça se tem salvado.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos pais que não vigiaram bem a seus filhos.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos superiores pouco atentos a salvação de seus súditos.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos pobres homens, que quase apenas se preocuparam do dinheiro e do prazer.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos de espírito mundano que não aproveitaram suas riquezas ou talentos para o céu.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos néscios, que viram morrer a tantos não se lembrando de sua própria morte.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que não dispuseram a tempo de sua casa, estando completamente desprevenidos para a viagem mais importante.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos que julgais mais severamente, quanto mais lhes foi confiado.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos pontífices, reis e príncipes.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos bispos e seus conselheiros.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai a meus mestres e pastores de almas.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos finados sacerdotes desta diocese.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos sacerdotes e religiosos da Igreja católica.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos defensores da santa fé.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos caídos nos campos de batalha.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos sepultados nos mares.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos mortos repentinamente.

Jesus meu, misericórdia! Ajudai aos falecidos sem receber os Santos Sacramentos.

Jesus meu, misericórdia! Dai-lhes, Senhor, a todas as almas o descanso eterno.

Jesus meu, misericórdia! E fazei brilhar sobre elas vossa eterna luz.

Jesus meu, misericórdia! Que em paz descansem.

Jesus meu, misericórdia! Amém.

 

ORAÇÃO PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO - Quem reza se salva 



domingo, 14 de junho de 2026

7 fatos sobre o purgatório que você deveria saber

 


Entenda como funciona o purgatório e como ajudar as almas que estão lá

O Catecismo da Igreja Católica assinala que o purgatório é uma “purificação final” que devem fazer para chegar ao céu todos os que “morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna”.

Entretanto, essa realidade é pouco conhecida ou não é bem compreendida. Por esta razão e para estar bem formados sobre o purgatório, apresentamos sete fatos que todo católico deve conhecer sobre a sua existência e a forma de ajudar concretamente as almas que estão no purgatório.

1. Sua existência é mencionada na Bíblia

Em diversas passagens da Bíblia se encontram referências ao purgatório. Podemos encontrar concretamente nos Evangelhos de Mateus (12, 32); Lucas (12, 59) e na Primeira Carta aos Coríntios (3, 15).

2.- Uma indulgência pode ser oferecida por uma alma no purgatório

A Indulgentiarum Doctrina assinala em sua norma número 15 que um católico pode receber uma indulgência plenária por um defunto “em todas as igrejas, oratórios públicos ou semi-públicos, para os que legitimamente usam desses últimos”, seguindo as condições habituais de confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa.

No dia 02 de novembro se comemora a Festa de Todos os fiéis defuntos e nesse dia pode-se obter uma indulgência plenária para a alma de um ente querido, família ou amigo.

Santa Catarina de Siena disse que as almas do purgatório, que foram libertadas das suas tristezas nunca se esquecerão dos seus benfeitores na terra e intercederão por eles diante de Deus. Além disso, quando essa pessoa chegar ao céu, elas a receberão.

Suas orações protegem seus amigos dos perigos e os ajudam a superar dificuldades. Santa Catarina de Bolonha, disse em uma ocasião: “Recebi muitos e grandes favores dos Santos, mas muito maiores das Almas Santas (do purgatório)”.

São João Macias era outro santo que tinha muita devoção pelas almas ou almas do purgatório e com as suas orações, especialmente o Rosário, conseguiu libertar 1,4 milhões, segundo ele mesmo afirmava depois de uma revelação divina.

Como retribuição, conseguiu graças extraordinárias e abundantes destas pessoas que chegaram ao Céu graças às suas orações e no momento da morte deste santo peruano, conta-se que foi consolado pelas mesmas almas que ele ajudou a livrar do purgatório.

4.- Os santos escrevem preces pelas almas do purgatório

São Nicolau de Tolentino é conhecido como o patrono das almas do purgatório porque durante sua vida recomendava a oração pelos falecidos no purgatório, obtendo muitas conversões. Vários outros santos escreveram orações pelas almas do purgatório conhecendo o bem que faziam tanto as almas destinatárias das orações como àqueles que recitavam estas orações.

5.- Alguns santos visitaram o purgatório

Santa Faustina Kowalska, a mensageira da Divina Misericórdia, é um exemplo deste grupo de pessoas que estiveram no purgatório ainda em vida e lá comprovaram o que se sabe sobre ele. Ela recebeu a graça de ver o purgatório, o céu e o inferno. Em seus escritos, a santa polonesa conta que uma noite seu anjo da guarda pediu-lhe para segui-lo e ela encontrou-se em um lugar cheio de fogo e almas que sofriam, entretanto, aquele não era o inferno.

Ela perguntou às almas o que as fazia sofrer mais, e elas responderam que era sentir-se distantes e abandonadas por Deus. Quando ela saiu, ouviu a voz do Senhor que lhe disse: “Minha Misericórdia não quer isso, mas minha Justiça pede por isso”.

6.- A Virgem Maria consola as almas que estão lá

Em sua visão do purgatório Santa Faustina Kowalska também observou que a Virgem Maria visitava as almas que estavam lá e ouviu que estas a chamaram de “Estrela do Mar”.

Por outro lado, a Mãe de Deus teria revelado a Santa Brígida que “qualquer pena, mesmo que seja no Purgatório, se tornaria mais suave e mais fácil de suportar com sua intercessão”.

7.- Existe um museu que recolhe 15 provas sobre a existência do purgatório

Em Roma (Itália), perto do Vaticano, está o Museu das Almas do Purgatório que fica dentro da Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio. Foi criado em 1897 pelo Padre Victor Jouet, um padre francês missionário do Sagrado Coração.

Lá 15 testemunhos e objetos, como livros e roupas, comprovam as “visitas” de almas do purgatório a entes queridos, pedindo-lhes orações para que prontamente pudessem sair de lá.

 

(ACI Digital)


O Purgatório

  A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28,20;...