segunda-feira, 21 de outubro de 2019

É verdade que Nossa Senhora “desce” ao purgatório para resgatar almas?


Para entender a resposta, é preciso primeiro compreender bem o que é (e o que não é) o purgatório

Pergunta
Ouvi dizer que Maria Santíssima desce ao purgatório para libertar as almas e levá-las ao céu, onde está nosso Senhor Jesus. Eu gostaria de saber qual é a postura da Igreja a respeito disso.
Resposta
Antes de responder à pergunta, é preciso recordar que a dimensão do purgatório é doutrina comum da Igreja, que não o interpreta necessariamente como um lugar, e sim como uma oportunidade de purificaçãopost mortem e, portanto, como um dom da misericórdia divina.
Para que isso fique claro, é preciso recordar que o purgatório não é uma doutrina da Idade Média: temos testemunhos muito antigos de oração em sufrágio e pela purificação dos defuntos que dão testemunho dessa crença. Por exemplo, algumas lápides, desde os séculos III-IV, pedem orações pelo defunto e invocam sua purificação, assim como as liturgias fúnebres de sufrágio e as orações privadas pelos defuntos são testemunhadas pelos Padres da Igreja desde o século III (por exemplo, Tertuliano).
O primeiro texto que oferece uma doutrina do purgatório mais elaborada é o “Prognosticon futuri saeculi”, de São Juliano de Toledo (escrito entre os anos 687 e 688), o qual, com a expressão “ignis purgatorius” (livro II, c. 20-23), descreve uma perspectiva “purgante mediante fogo”. Trata-se de uma descrição que permite conceber o purgatório como um lugar, mas isso acontece pela limitação da nossa linguagem.
Na realidade, o que é essencial no texto é a obra de purificação das almas que, após sobreviver à morte do corpo, esperam tanto a purificação como a ressurreição no final dos tempos. Obviamente, a ideia do fogo provém da Bíblia: Livro da Sabedoria 3, 6 (foram provados como ouro na fornalha) e Eclesiástico 2, 5 (é pelo fogo que se provam o ouro e a prata, e os homens justos, na fornalha da dor).
Sobre o purgatório como lugar, os cristãos não católicos teriam muito a dizer. Na verdade, se o consideramos como uma dimensão de purificação misericordiosa, encontramos um maior consenso por parte das diversas confissões cristãs, sobretudo com os ortodoxos.
Em todo caso, de São Juliano em adiante, a Igreja falou pelo menos duas vezes e oficialmente sobre o purgatório. A primeira vez com a constituição “Benedictus Deus”, do Papa Bento XII (29 de janeiro de 1336); a segunda, com a “Carta sobre algumas questões relativas à escatologia”, da Congregação para a Doutrina da Fé (1979).
Portanto, a Igreja afirma com certeza a sobrevivência da alma à morte do corpo, como também um ato misericordioso de purificação oferecido às almas que dela precisam antes da visão beatífica. Isso não acontece necessariamente em um lugar: o espaço e o tempo são categorias humanas que não sabemos se são pertinentes para falar da realidade pós-morte.
Afirmar que a Virgem Maria desce ao purgatório para “libertar” as almas e levá-las ao Paraíso é contrário a um aspecto do segundo texto citado, porque, neste caso, a purificação seria vista como uma prisão e um castigo, quando, na realidade, o purgatório é algo totalmente diferente.
A purificação não tem uma característica de castigo, ainda que sua experiência comporte a pena do não acesso à visão de Deus, mas não devemos pensar que ela constitui um sofrimento; portanto, sua conclusão não deve ser consequência de uma libertação, e sim de uma festa: in primis a festa do encontro com Cristo.
Então, nem sempre nossas crenças devocionais refletem plenamente o ensinamento da Igreja; neste caso, se considerarmos a purificação como um castigo, acabaremos ofuscando o aspecto misericordioso da oferta de uma oportunidade de purificação das almas por parte de Deus.
Envolver Nossa Senhora nesta obra de misericórdia baseada diretamente no mistério de Cristo morto, ressuscitado, ascendido ao céu e glorificado não é estritamente necessário, mas somente na medida em que Ela for oportunamente associada ao destino do seu Filho.
Sem tirar o mérito de Maria, esta devoção popular corre o risco de exaltá-la exageradamente com resultados contraproducentes: neste caso, poderia ofuscar-se a presença de Cristo na misericórdia da purificação, centrada no mistério pascal do Senhor; além disso, passaria a um segundo plano a dinâmica trinitária em que consiste o acesso à plena comunhão com Deus trino: Pai, Filho e Espírito Santo.
Por:Aleteia

As Almas do Purgatório me disseram: Do livro escrito por Maria Simma


07.02.2008 - Uma alma mística chamada Maria Simma de Sonntag, nasceu na Áustria em 1915. Alma religiosa e mística foi favorecida de um carisma não muito raro na história da Igreja e das almas eleitas. Esta pobre senhora que estivera em três conventos onde passou um período de tempo, passou muito tempo ignorada segundo os planos de Deus e encontrou, pouco a pouco, sob a guia do seu Diretor espiritual, Pe. Alfonso Matt, a estrada da sua verdadeira vocação: o apostolado em favor das almas do purgatório e o seu testemunho não pode deixar de nos convencer. Maria Simma, há mais de 50 anos, é visitada pelas almas do purgatório. E que coisas dizem essas almas? Dão advertências e notícias, pedem sufrágio e falam do sofrimento que elas passam no purgatório (mesmo esperando alegremente encontrar-se cedo ou tarde no abraço de Deus); revelam aos vivos a imensa possibilidade que esses têm de aliviar o sofrimentos dos defuntos e de receberem em troca inumeráveis benefícios e ajuda para esta vida e a outra. O testemunho de Maria Simma tem como objetivo nos fazer refletir sobre os “novíssimos” (realidades futuras que nos aguarda após a morte) e quem sabe poderá ajudar-nos a mudar os nossos hábitos e começarmos a viver de uma maneira diferente, segundo a vontade de Deus. Sabemos que são muitos os canais que Deus se utiliza hoje para falar ao mundo, aos seus filhos, para ajudá-los em suas necessidades espirituais. Aproveitemos esta leitura e nos deixemos iluminar pelo Espírito Santo que age e fala através de seus eleitos.

Padre Matteo La Grua

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As Almas do Purgatório me disseram...

Este é o titulo de um livro escrito por Maria Simma, uma senhora nascida na Áustria no ano de 1915, na pequena aldeia de “Sonntag”, em família muito pobre. Segunda de oito filhos, desde pequena rezava muito pelas almas, como a sua mãe. Teve a graça de receber visitas de almas desde os seus 25 anos de idade, pelo resto de sua vida. Não pretendemos resumir o livro, mas apenas mencionar alguns itens.

Pode parecer estranho, porém não é novidade na história da humanidade. Encontramos uma série de relatos, inclusive feitos por santos canonizados, como o Santo Cura d’Ars, São João Bosco, Santa Cata-rina de Gênoa (que escreveu muito a respeito), e muitos outros. O mais interessante é que todos esses relatos são muito semelhantes um ao outro.

A primeira alma veio à sua casa no ano de 1940, das 03 às 04 horas de madrugada. Diz ela: Ouvi al- guém andando no meu quarto e acordei. Olhei para ver quem podia ter entrado. Era um estranho, que andava lentamente. Perguntei severo “Como entraste? Que coisa perdeste? Que fazes tu?” Mas como não me respondia, levantei-me de um salto para segurá-lo, e toquei no nada... O homem havia desapa-recido. Voltei à cama e de novo comecei a senti-lo. Outra vez me levantei para segurá-lo, mas de novo esbarrei no nada. Perplexa voltei à cama. Ele não voltou, mas não consegui mais dormir. Aliás, minha mãe dizia que desde pequena nunca tive medo de nada. Pela manhã, após a Missa, encontrei-me com o meu Diretor Espiritual. Ele me disse: “Se tudo acontecer de novo, não pergunte quem és, mas pergunte que coisa queres de mim?

Na noite seguinte, o mesmo homem retornou. Perguntei: “Que coisa queres de mim?” Ele disse: “Manda celebrar três missas por mim e serei libertado.” Então compreendi que era uma alma do purgatório. O meu Diretor Espiritual me confirmou. Aconselhou-me a não rejeitar as almas do purgatório, mas de acolhê-las com generosidade. Por alguns anos continuaram poucas visitas, mas depois vieram mais e mais. Muitas vezes pedem Santas Missas por elas e de assistí-las. Pedem para rezar o Santo Rosário, a Via Sacra ou outras orações em suas intenções.

QUE COISA É O PURGATÓRIO? Conforme contam as almas, é uma invenção genial da parte de Deus. Imagina um dia lhe aparecer um ser extraordinariamente belo. Ficaríeis fascinados e atônitos por esse ser de luz e beleza. Tanto mais que Ele demonstra ser totalmente enamorado de vós. Queima já no vosso coração o fogo do amor que vos faz querer abraçá-lo. Mas eis que vos dais conta que não sois lavados há meses, tendes um mau cheiro, vos sentis horrivelmente feios... Então vós mesmos direis: “Não, não é possível que me apresente neste estado. Preciso primeiro me lavar, tomar um banho e depois tornar a vê-lo. O purgatório é exatamente para isto. Para o pecador ter oportunidade de se purifi-car antes de abraçar Jesus.

Nenhuma alma do purgatório quer voltar para a terra, porque essas já têm um conhecimento de Deus infinitamente superior ao nosso, e não querem mais retornar às trevas deste mundo. Elas mesmas que decidem ir para o purgatório para se purificarem antes de entrar no paraíso.

QUAIS OS PECADOS QUE LEVAM AO PURGATÓTIO? São os pecados contra a caridade, contra o amor ao próximo, a dureza de coração, a hostilidade, a calúnia, sexo livre, sim, todas essas coisas. Porém a maledicência e a calúnia são as mais graves, que necessitam de uma longa purificação.

E COMO EVITAR O PURGATÓRIO? Ter um coração bom para com todos. A caridade cobre uma multi-dão de pecados. Devemos fazer muito pelas almas do purgatório, porque elas nos ajudam sempre. É preciso ter muita humildade. É esta a maior arma contra o maligno. A humildade elimina o mal. Uma história contada por Maria:

Conheci um jovem de vinte anos. Habitava um lugarejo vizinho ao meu. Este lugar foi duramente castigado por avalanches que mataram grande numero de pessoas. Uma tarde, quando se encontrava na casa de seus pais, inesperadamente veio um desabamento terrível vizinho à sua casa. Ele ouvindo os gritos desesperados de socorro, se levantou para prestar ajuda àquelas pessoas. A mãe, fechando a porta, disse: “Não! os outros irão socorrê-los, não nós! Não quero que sejas um morto a mais.” Mas o jovem disse: “sim, eu vou! Não quero deixá-los morrer assim!”. Mas eis que ele também, ao sair, foi soterrado e morreu. Dois dias depois ele veio visitar-me durante a noite e me disse: “Manda celebrar três missas por mim e serei libertado. Tive uma vida cheia de pecados, mas pelo grande ato de amor, colocando em risco a minha própria vida, o Senhor me acolheu assim tão depressa com benevolência. Sim, a caridade cobre uma multidão de pecados.” Neste episódio se vê, como um só ato de amor des-interessado foi suficiente para purificar este jovem de uma vida toda vivida no pecado. O Senhor aproveitou este momento de amor para chamá-lo a si.

A SANTA MISSA é o meio mais eficaz para facilitar a libertação das almas do purgatório, porque aí é o próprio Cristo que se oferece a Deus por amor a nós. Se em vida tivermos rezado e participado das missas com todo coração, e durante a semana tivermos vivido segundo o nosso tempo disponível, essas missas trarão um maior proveito para nós quando morrermos, do que as que forem celebradas depois. Uma alma do purgatório vê muito bem o dia do seu funeral, se se reza verdadeiramente por elas, ou se simplesmente faz-se ato de presença ara mostrar que está lá. As almas dizem que as lágrimas não servem de nada para ajudá-las. Ao contrário, serve muito a oração.

O SOFRIMENTO E O PURGATÓRIO: A primeira vez que uma alma me perguntou se eu queria sofrer por três horas por ela, eu disse para mim mesma: “se é só por três horas, vou aceitar”. Mas aquelas três horas me pareciam que duravam três dias, os sofrimentos eram terríveis. Mas no final olhei para o relógio e vi que haviam passado somente três horas. Esta alma depois me disse que por eu ter aceitado sofrer por três horas, ela havia sido poupada de passar mais vinte anos no purgatório. Mas é possível?
Bem, quando se sofre sobre a terra, e ainda mais voluntariamente, podemos crescer no amor de Deus. Isto não é o caso do sofrimento no purgatório, que serve somente para purificar os pecados. Sobre a terra temos todas as graças, temos a liberdade de escolher.

INDULGÊNCIAS: As almas dizem que também as Indulgências têm um grande valor, seja para liberta-ção delas, seja para nós. Talvez seja até uma verdadeira crueldade não aproveitarmos esses tesouros que a Igreja nos propõe em favor das almas do purgatório. É pouco sacrifício para muito proveito.

As almas do purgatório não podem fazer nada por elas mesmas. São totalmente impotentes, e se os vivos não rezarem por elas, ficarão em completo abandono. Eis porque é importante utilizar o imenso poder , incrível, que todos nós temos nas mãos para ajudar a libertar as almas que sofrem. Esta é talvez a maneira mais bela de exercitar a caridade.

REENCARNAÇÃO: As almas dizem que Deus nos dá uma só vida.

EXISTEM PADRES NO PURGATÓRIO? Sim, são muitos. Estão lá por não terem ajudado aos seus fiéis a terem respeito pela eucaristia. Negligenciaram a oração e a sua fé diminuiu. Porém, é também verdade que muitos mais foram diretamente para o céu.

EXISTEM CRIANÇAS NO PURGATÓRIO? Sim, mas para elas o purgatório não é muito longo nem muito penoso, porque a essas falta o pleno discernimento.

PECADOS CONTRA A NATUREZA: As almas que eu conheci (do purgatório) não se perderam, mas devem sofrer muito para purificar-se. Em todas as perversões está presente a obra do maligno e, de um modo particular, no homossexualismo. Diria para rezarem sobretudo a São Miguel Arcanjo, porque é ele, por excelência, quem combate o maligno.

A PRÁTICA DO ESPIRITISMO: Não é boa. É sempre o diabo que faz mover as coisas. Não é lícito chamar as almas. A mim elas vêm por permissão de Deus, eu não as chamo. No espiritismo, invocam-se os espíritos, mas é o próprio demônio que vem fingindo ser a alma deste ou daquele outro. Apresenta-se com falsa aparência, sem ser chamado. Uma vez, uma alma veio encontrar-me e me disse: “Não deves acolher a alma que virá depois de mim, porque ela te pedirá muito sofrimento. Tu não tens saúde para aceitar aquilo que ela te pedir.” Fiquei perturbada, pois meu Diretor Espiritual me havia dito que devo acolher com generosidade os seus pedidos. Pensei comigo: será que aquele é o demônio? Fiz o sinal da cruz e disse àquele homem: “Se tu és o demônio, vai-te!!!” De súbito soltou um forte grito e fugiu. E a alma que veio depois, era verdadeiramente uma alma que precisava muito da minha ajuda, e a atendi.

OS BENS MAL ADQUIRIDOS: Fiquei mais conhecida, quando as almas começaram a pedir-me para suplicar às suas famílias a fim de que restituíssem um bem adquirido ilicitamente. Os familiares viram que o que eu dizia era verdadeiro. Muitas vezes as almas vieram encontrar-me para dizer-me: “Vai a minha família, em tal lugar, e diz ao meu filho, ao meu pai, ao meu irmão, para restituir tal propriedade, tal soma de dinheiro, tal objeto, e eu serei libertada do purgatório quando estes bens forem restituídos (porque eu participei do ato ilícito). E assim ficavam maravilhadas por eu conhecer tudo. Fiquei conhecida, porque os jornais publicaram esses acontecimentos.

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UMA PROPOSTA PARA TODOS:

Tenho uma proposta para fazer a todos aqueles que leram estes belos testemunhos. A proposta é esta: de tomarmos a decisão de nenhum de nós ir ao purgatório. Isto é perfeitamente possível. Nós temos tudo nas mãos. São João da Cruz disse que a providência de Deus provê sempre, na vida de todo homem, a purificação necessária, a fim de que, quando chegarmos no momento da morte, possamos ir diretamente para o Céu. A providência coloca nas nossas vidas bastante contrariedades, provas, sofrimentos, doenças e faz com que esses meios de purificação sejam suficientes para nos conduzir, se assim quisermos ir para lá (o Céu).
Mas porque são tão pouco utilizados? Porque nós nos rebelamos, não acolhemos com amor, com reconhecimento, este presente valiosíssimo que são as provas e os sofrimentos na nossa vida, e os perdemos por causa das nossas rebeliões e pela não submissão. Agora, peçamos ao Senhor, a graça de saber acolher verdadeiramente cada ocasião, a fim de que no dia da nossa morte, Jesus nos veja resplandescentes de beleza e de pureza.

Certamente se nós decidirmos isto, não digo que o caminho será fácil, pois o Senhor jamais disse que seria, jamais prometeu a facilidade, mas o caminho será na paz e será um caminho de encontro e felicidade, isto sim. O Senhor estará conosco, sobretudo se quisermos aproveitar o tempo que nos resta aqui na terra, tempo este tão precioso, durante o qual nos é agora concedido crescer no amor, enquanto que as almas do purgatório não podem fazer mais nada por si mesmas. Cada ato de amor que nós oferecermos ao Senhor, cada pequena renúncia, cada pequeno jejum, cada pequena privação, cada luta contra nossas tendências e contra os nossos defeitos, os pequenos perdões aos nossos inimigos, em suma, todas as pequenas coisas que possamos oferecer, será para nós, mais tarde, um ornamento, uma jóia, um verdadeiro tesouro para a eternidade.

Agora acolhamos cada ocasião para sermos belos como Deus deseja desde já que o sejamos. E se víssemos em plena luz, o esplendor das almas puras, o esplendor de uma alma que é purificada, nós choraríamos de alegria, de maravilhados, tanta é a sua beleza. Uma alma humana é qualquer coisa de esplendido diante de Deus, e é por isto que Deus nos deseja perfeitamente puros. A nossa pureza não consiste em não havermos cometido jamais erros, mas em saber arrepender-nos dos que cometemos e em sermos humildes. Vejam! Isto é muito diverso. Os santos não são pessoas impecáveis, mas são aquelas que sabem levantar-se e pedir perdão, cada vez que caem.

Agora, acolhamos também, nós todos, esses maravilhosos meios que o Senhor colocou em nossas mãos para ajudar as almas do purgatório, que ainda sofrem por não terem chegado até Deus. Não esqueçamos que a oração das crianças tem um poder imenso no coração de Deus. Ensinemos as crianças a rezarem. Lembro-me de uma criança da qual haviam falado as almas. No final, haviam dito: “Agora tu rezas pelas almas de todos os teus familiares e de todos os teus amigos que já morreram. Não queres tu andar diante de Jesus para rezar por elas?” Ela foi diante de Jesus e cinco minutos depois retornou e eu lhe perguntei “Que coisa pediste ao Senhor?” Ela me respondeu: “Eu pedi para libertar todas as almas do purgatório!” Esta resposta me deu tanta ternura, porque eu fui um pouco mesquinha na minha pergunta. A pequena em vez, entendeu rápido que coisa precisava pedir. As crianças têm ver-dadeiramente esta sensibilidade imediata, e têm muito poder sobre o coração de Deus.
Queria dizer também que os aposentados, e todos aqueles que têm o tempo livre, andassem mais assiduamente à Santa Missa. Poderiam acumular sufrágios não somente para eles, mas também para os seus falecidos e por milhares e milhares de almas. O valor de uma só Missa é incomensurável. Ah, se todos se dessem conta!
Quantas riquezas nós perdemos, por causa da nossa ignorância, da indiferença, ou simplesmente pela nossa preguiça!
E dizer, que temos em nossas mãos o poder de salvar os nossos irmãos, tornando-se nós mesmos co-redentores, junto com Jesus nosso salvador e redentor! (ass.) Maria Simma.

Elaborado em fevereiro de 2008: K.W. Lay, Laykw@terra.com.br

As Almas do Purgatório na hora da morte dos que as socorrem



É certo, diz um autor, a ingratidão não pode existir no Purgatório. Aquelas benditas Almas hão de proteger e socorrer os que as aliviam nesta vida com seus sufrágios.
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O célebre Cardeal Baronio conta que uma pessoa devota das Santas Almas foi terrivelmente tentada na hora da morte. Estava desolada e quase em estado de desespero, quando uma multidão de pessoas veio em seu auxílio. Logo ficou livre de toda tentação e entrou em doce paz. Perguntou curiosa:
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– Que multidão é esta que entrou aqui e na mesma hora senti tanto alívio e fui socorrida pelo Céu?
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– Somos as Almas que tirastes do Purgatório, responde uma doce voz e viemos buscar a vossa Alma para juntos entrarmos no Céu.
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Ao ouvir estas palavras, a agonizante feliz sorriu e expirou. São Felipe Neri era também devotíssimo das almas, e, cheio de caridade, nunca deixou de socorrê-las em toda sua vida. Muitas vezes lhe apareceram para lhe testemunhar uma gratidão profunda. Depois da morte do Santo, um de seus confrades o viu na glória do Céu, cercado de uma multidão de bem-aventurados no esplendor da glória eterna.
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– Que corte é esta que vos cerca? Pergunta o Padre.
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– São as Almas que com meus sufrágios ficaram livres do Purgatório. Vieram me acompanhar na glória.
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Um dia Santa Brígida, numa visão que teve do Purgatório, ouviu a voz de um anjo que descia do Céu para consolar as Almas e repetia:
– Bendito seja aquele que ainda na Terra enquanto vivo, ajuda as Almas do Purgatório com suas orações e boas obras! A justiça de Deus exige que necessariamente as Almas sejam purificadas pelo fogo, e as obras boas dos amigos das Almas as possam livrar do sofrimento.
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Doas abismos a Santa ouviu também esta súplica:
“Ó CRISTO JESUS, nosso Juiz justíssimo, em nome de vossa misericórdia infinita, não olheis as nossas faltas que são inumeráveis, mas os méritos do vosso Preciosíssimo Sangue derramado na Paixão! Senhor, fazei que os eclesiásticos, religiosos e prelados, com um sentimento de caridade que Vós lhes dareis, venham nos socorrer em nossa triste situação por suas orações, esmolas, indulgências e que eles nos tirem de nossa triste situação.”

Outras vozes respondiam agradecidas: Graças, mil graças, Senhor, a todos os que nos aliviam em nossos sofrimentos. Senhor, que o vosso poder pague o cêntuplo aos nossos benfeitores que nos trazem a vossa eterna e divina luz.
Era a voz da gratidão do Purgatório. Na morte e depois da morte, seremos recompensados pelo que tivermos feito em sufrágio das benditas Almas do Purgatório.
(Mons. Ascânio – Tenhamos compaixão das Pobres Almas do Purgatório, pág 32.)

7 fatos sobre o purgatório que você deveria saber

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