segunda-feira, 22 de junho de 2020

Três horas de purgatório

O que será que aconteceu com Frei Daniel durante aquelas horas? Onde esteve sua alma? O frade relatou sua experiência no livro “Fra Daniele reconta”. Deste escrito, compartilhamos os seguintes trechos:

“Eu estava em pé diante do trono de Deus. Pude vê-lo, mas não como um juiz severo, e sim como um Pai carinhoso e cheio de amor. Então, percebi que o Senhor havia feito tudo por amor a mim, que havia cuidado de mim do primeiro ao último instante da minha vida, amando-me como se eu fosse a única criatura existente sobre esta terra. Percebi também, no entanto, que eu não só não havia correspondido a este imenso amor divino, senão que havia descuidado dele. Fui condenado a duas-três horas de purgatório.

‘Mas como? – perguntei-me. Somente duas-três horas? Depois vou permanecer para sempre junto a Deus, eterno amor?’. Dei um pulo de alegria e me senti como um filho predileto. (…) Eram dores terríveis, que não sei de onde vinham, mas se sentiam intensamente. Os sentidos que mais haviam ofendido Deus neste mundo: os olhos, a língua, sentiam maior dor e era algo incrível, porque no purgatório a pessoa sente como se tivesse o corpo e conhece, reconhece os outros como ocorre no mundo.

Enquanto isso, não haviam passado mais que uns poucos minutos dessas penas e já me pareciam uma eternidade. Então pensei em pedir a um irmão do meu convento que rezasse por mim, porque eu estava no purgatório. Esse irmão ficou impressionado, porque sentia a minha voz, mas não me via. Ele perguntava: ‘Onde você está? Por que não consigo vê-lo?’ (…) Só então percebi estar sem corpo. Contentei-me com insistir-lhe que rezasse muito por mim e fui embora.

‘Mas como? – dizia eu a mim mesmo. Não seriam só duas ou três horas de purgatório? Mas já se passaram 300 anos!’ – pelo menos esta era a minha impressão. De repente, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu para mim e lhe supliquei, implorei, dizendo-lhe: ‘Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, obtém para mim do Senhor a graça de retornar à terra para viver e agir somente por amor a Deus!’.

Percebi também a presença do Padre Pio e lhe supliquei: ‘Pelas suas dores atrozes, pelas suas benditas chagas, Padre Pio meu, reze por mim a Deus, para que me liberte destas chamas e me conceda continuar o purgatório sobre a terra’. Depois não vi mais nada, mas percebi que o Padre Pio conversava com Nossa Senhora (…). Ela inclinou a cabeça e sorriu para mim.

Naquele exato momento, recuperei a possessão do meu corpo. (…) Com um movimento brusco, me livrei do lençol que me cobria. (…) Os que estavam velando e rezando, assustadíssimos, correram para fora do quarto, para buscar os enfermeiros e médicos. Em poucos minutos, o hospital virou uma bagunça. Todos pensavam que eu era um fantasma.”.

No dia seguinte pela manhã, Frei Daniel se levantou sozinho da cama e se sentou em uma poltrona. Eram sete horas. Os médicos geralmente visitavam os pacientes às nove. Mas, neste dia, o Dr. Riccardo Moretti, o mesmo que havia redigido o atestado médico de óbito do Frei Daniel, havia chegada mais cedo ao hospital. Ele parou na frente do frade e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Sim, agora eu acredito em Deus e na Igreja, acredito no Padre Pio!”.


Frei Daniel teve a oportunidade de compartilhar sua dor com Cristo durante mais de 40 anos após estes acontecimentos. Ele faleceu em 06 de julho de 1994, aos 75 anos, na enfermaria do convento dos Irmãos Capuchinhos de San Giovanni Rotondo (Itália).

Em 2012, foi aberta sua causa de beatificação e hoje ele é considerado Servo de Deus.

O Purgatório

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Quando fazemos algo errado a alguém, geralmente duas questões devem ser abordadas: uma, buscar o perdão da pessoa ferida; outra, efetuar a restituição. Por exemplo, se você quebrar a janela dos seus vizinhos, há grande chance de que eles o perdoariam; no entanto, você ainda deve a eles a substituição da janela.

É como o entendimento católico do nosso relacionamento com Deus: a Enciclopédia Católica define “Purgatório” como “a condição ou o estado daqueles que não se afastaram totalmente de Deus por seus pecados, mas que estão temporariamente e parcialmente afastados de Deus enquanto o seu amor é aperfeiçoado e [ainda] prestam satisfação pelos seus pecados”.

Portanto, se morrermos enquanto ainda devemos alguma restituição a Deus, os católicos creem que as nossas almas deverão passar por um estado de purificação antes de ingressar no Céu. As Escrituras fazem referência a isso em Apocalipse 21,27, ao afirmar que nada de impuro deve ingressar no Céu. Também em 1Coríntios 3,15, São Paulo nos diz que as obras de cada homem serão julgadas após sua morte. Se suas obras ruírem, ele sairá perdedor, no entanto, mesmo assim será salvo, como que passando pelo fogo. Esta penalidade não pode se referir ao Inferno, pois ninguém pode sair salvo do Inferno. Também não pode se referir ao Céu, pois não há dor no Céu. Portanto, deve haver algum outro estado ou processo [temporal] após a nossa morte.

Os católicos têm ainda uma outra referência das Escrituras em 2Macabeus 12,39-45, um dos livros que Lutero praticamente removeu da Bíblia. Este livro tem uma referência direta à oração pelos mortos. Por que alguém deveria orar pelos mortos se eles estão no Céu? Ou por que deveria orar pelos mortos que estão no Inferno, se isso não pode ajudá-los?

Então, quem decide qual posição está correta? Quem decide se Macabeus é ou não um livro inspirado da Bíblia? Para os católicos isto é simples: a Igreja, usando sua autoridade de ensino conferida por Cristo, é a única autorizada a tomar essa decisão.

Autor: Anônimo
Fonte: Site “Una Fides, One Faith” (http://net2.netacc.net/~mafg/)
Tradução: Carlos Martins Nabeto

Corpo escondido ao sol

O Segredo do Rosário: Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório


“Quando um corpo está escondido ao sol porque um outro corpo intercepta a luz solar, não pode receber a luz e permanece nas trevas. Todavia, se este corpo que impede a passagem dos raios solares for se consumindo e desaparecendo, o sol logo há de banhar de luz todo o corpo que estava antes nas trevas. Este corpo que impede a luz do sol é a mancha do pecado, o resto que fica a pagar à divina Justiça na outra vida e que impede a alma de receber a luz da glória, a Luz divina. As chamas do purgatório vão destruindo este corpo que impede a luz até que desapareça e brilhe a Luz eterna. Assim a alegria das almas vai crescendo à medida que as manchas que ficaram vão desaparecendo. E elas se sentem muito felizes em sofrer para se purificarem. Estas almas tem uma perfeita resignação à vontade de Deus. As almas do purgatório jamais haviam de querer a presença de Deus, quando ainda não purificadas. Elas prefeririam sofrer dez purgatórios a se apresentarem manchadas diante do Senhor. Eis porque se purificam e sofrem com alegria” (2)

(2) Trat. Purgat. — Cap. II.

Inferno, Purgatório e Céu

Inferno, Purgatório e Céu



A Igreja nos ensina sobre as realidades após a nossa morte, trazendo a luz da Palavra de Deus que nos orienta e ajuda a não errar o caminho para nossa eterna felicidade.

Logo no início do mês de novembro comemoramos a memória dos fiéis defuntos e também de todos os santos e santas que já participam da glória eterna do Nosso Senhor e Rei Jesus Cristo.

Tudo isso nos leva a meditar sobre nosso futuro certo, quando prestaremos contas a Deus de nossas escolhas.

A Igreja nos ensina sobre as realidades após a nossa morte, trazendo a luz da Palavra de Deus que nos orienta e ajuda a não errar o caminho para nossa eterna felicidade.

Vamos meditar então sobre os Novíssimos do homem: Inferno, Purgatório e Céu.
O Inferno

“O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 13,41-42)

Jesus no anúncio do Reino nunca escondeu o destino dos maus e ímpios que seria o inferno.

Ele “nos fala muitas vezes da “Geena”, do “fogo que não se apaga”, e no qual se pode perder ao mesmo tempo a alma e o corpo. Jesus anuncia em termos graves que “enviará seus anjos, e eles erradicarão de seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, e os lançarão na fornalha ardente” (Mt 13,41-42), e que pronunciar a condenação: “Afastai-vos de mim malditos, para o fogo eterno!” (Mt 25,41)” (§1034 Catecismo da Igreja Católica).

O inferno é o estado da alma de quem negou a Deus de propósito, livre e voluntariamente, mesmo sabendo do seu amor infinito e de sua bondade. Isso aconteceu até mesmo com os anjos rebeldes, que foram precipitados nas profundezas.

Santo Anselmo nos fala em suas exortações sobre o fogo do inferno: “O nosso fogo terrestre destrói ao mesmo tempo em que arde, de maneira que, quanto mais intenso ele for, mais curta será a sua duração; já o fogo do inferno tem esta propriedade de preservar aquilo que ele queima e, embora se enfureça com incrível ferocidade, ele se enfurece para sempre”.

A alma destinada ao inferno é aquela que nunca mais vê a face de Deus, por isso o tormento! Após a morte e com consciência de tudo o que Deus fez por nós, pela humanidade e de todo o bem que deixamos de fazer, a alma sente em si mesma a dor da falta “para sempre” de Deus, por isso ela geme e se contorce em um fogo que não se acaba, não se consome e não se abranda.

Para que isso não aconteça conosco, é necessário estarmos sempre em estado de graça e pedir sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe, a Virgem Maria,
a graça da penitência final, para que possamos passar pelo crivo do julgamento celestial.
O Purgatório

Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, o purgatório “é o estado dos que morrem na amizade de Deus, mas, embora seguros da sua salvação eterna, precisam ainda de purificação para entrar na alegria de Deus”. Essa purificação final antes da entrada definitiva no Céu (daí vem a definição de Purgatório=purgar=purificar) é tida como um sinal do Amor de Deus que supera toda a nossa forma de julgamento e imaginação.

“A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador: no que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,32). Dessa afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras no século futuro.

Esse ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2Mc 12,46). Existem no NT passagens que indicam claramente a existência do Purgatório. Vejamos algumas: “O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu Senhor, nada preparou e lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes”(Lc 12, 47-48). “Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz e o juiz não te entregue ao executor, e o executor não te ponha na prisão. Digo-te: Não sairás dali até pagares o último centavo.” (Lc 12, 58 e 59).

Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:

Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai, de que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.

Para compreender essa doutrina e essa prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla consequência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos toma incapazes da vida eterna; essa privação se chama “pena eterna” do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado “purgatório”. Essa purificação liberta da chamada “pena temporal” do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma consequência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal
modo que não haja mais nenhuma pena.” (Catecismo da Igreja Católica §1031-§1032)
O Céu

“No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado:

Então a Igreja será “consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo.” (Catecismo da Igreja Católica §1042)

Não haverá mais dor, pois Ele “Enxugará toda lágrima de seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!” (Ap 21,4).

“Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos remidos, a cidade santa de Deus (Ap 21,2), “a Esposa do Cordeiro” (Ap 21,9). Esta não será mais ferida pelo pecado, pelas impurezas, pelo amor-próprio, que destroem ou ferem a comunidade terrestre dos homens. A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será a fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua.” (Idem, §1045).

Que nosso padroeiro São Francisco interceda e nos alcance a graça de seguir firmes no Caminho para o Céu! Onde com Nossa Senhora e São José, e todos os Anjos e Santos, louvaremos a Deus na felicidade eterna e sempre crescente.

Padre Tiago Roney Sancio
Vigário Paroquial

A Doutrina do Purgatório

A Doutrina do Purgatório


A Igreja denomina Purgatório a purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Vejamos o que a Igreja ensina sobre o Purgatório: 

 §1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. 

 §1031 A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador: No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro. 

 §1032 Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos: Levemos-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai, por que deveríamos duvidar que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles. 

 §1472 AS PENAS DO PECADO: Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos toma incapazes da vida eterna; esta privação se chama "pena eterna" do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado "purgatório". Esta purificação liberta da chamada "pena temporal" do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma conseqüência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena. 

sábado, 20 de junho de 2020

As Sete Portas do Inferno - A primeira porta: Impureza



     
Não erreis, disse São Paulo, os impuros não herdarão o céu. A impureza é o amor desregrado dos prazeres da carne. Pensar voluntariamente em coisas desonestas; desejar praticar, ver, ouvir coisas escandalosas; dizer palavras, ter conversas imorais, ler livros obscenos, olhar gravuras, espetáculos, pessoas indecentes; permitir-se consigo ou com outras pessoas liberdades criminosas; praticar no sacramento do matrimônio o que a moral cristã proíbe... são pecados contra a pureza.
Dirão alguns: isso é pecado pequenino. Pequenino? Mas é pecado mortal. Diz Santo Antonino que é tal a corrupção que faz lavrar este pecado, que nem os próprios demônios podem sofrê-lo, e acrescenta o mesmo santo que, quando se cometem semelhantes torpezas, até o demônio foge de vê-las.
Considerai agora o horror que causará a Deus aquela pessoa que, como diz São Pedro, semelhante ao suíno, se revolve no lodaçal deste pecado. Dirão ainda os escravos da impureza: Deus é misericordioso, conhece a fraqueza da carne. Pois ficai sabendo que, conforme o relata a Escritura, os mais terríveis castigos que Deus descarregou sobre o mundo foram as punições deste pecado.
Abramos, com efeito, a Escritura. O mundo está ainda no começo e já os homens estão corrompidos, carnais impudicos. Deus se arrepende de ter criado o homem e por isso toma a resolução de o exterminar. Abre as cataratas do céu, a chuva cai durante quarenta dias e quarenta noites, as águas sobem até cobrirem as montanhas mais altas, e a humanidade morre afogada, abismada nas águas do dilúvio. Só escapam oito pessoas, a família de Noé que, sozinho, guardara a castidade.

Será pecado leve? Que lemos ainda na Bíblia? Havia na Palestina cinco cidades célebres pelo seu comércio, suas riquezas, mais célebres, ainda, pela sua corrupção espantosa. Naquelas cidades cometiam-se pecados de que nem se pode dizer o nome, pecados sensuais contra a natureza, pecados horrorosos que infelizmente se cometem hoje, depois de dois mil anos de cristianismo. Que fez Deus? Mandou chover sobre aquelas cidades uma chuva, não mais de água, mas de fogo e de enxofre, que reduziu a cinzas as cidades e os habitantes.
Não satisfeito, Deus mandou à terra que se abrisse e ao inferno que engolisse os restos infames de Sodoma e Gomorra.
Que nos diz ainda a Sagrada Escritura? Que outrora Deus mandava queimar vivo a quem cometia semelhantes pecados e até aos casados que profanavam o matrimônio pelo crime horrendo do adultério. Este pecado de adultério, depois do assassínio, o mais grave de todos os pecados contra o próximo, foi sempre considerado até pelos pagãos como um crime digno de todos os castigos. Os antigos egípcios condenavam a ser queimada viva a mulher casada que tinha cometido este pecado; os saxões igualmente condenavam à fogueira a mulher casada infiel, e à forca o cúmplice de seus crimes. E há cristãos que trazem na lama do pecado o sacramento que São Paulo chama grande.
Estes são apenas os castigos para este mundo. Que será no outro mundo!
Está escrito, e a palavra de Deus não volta atrás, que os desonestos não entrarão no reino do céu. E este o pecado que arrasta para o inferno o maior número das almas. Diz São Remígio que a maior parte dos condenados estão no inferno por causa deste pecado. O mesmo diz São Bernardo: este pecado precipita no inferno quase todo o mundo. Do mesmo modo fala Santo Isidoro: é a luxúria muito mais que qualquer outro vício que sujeita o gênero humano ao demônio. Em uma palavra, e é a doutrina de todos os santos, de cem condenados no inferno, haverá um ladrão, um assassino, um ímpio, mas noventa e nove desonestos.
Pobres pecadores. Longe de mim o infundir-vos o desespero; o que quero dizer é que, se vos achais atolados neste vicio, procurai sair quanto antes deste lodaçal imundo, senão o inferno será vossa sorte eterna.
O que deveis fazer é o seguinte:
1º. Rezar. A oração é uma chuva celestial que apaga o pecado da concupiscência. Rezai antes de dormir, de joelhos, ao pé do leito, três Ave-Marias à pureza de Nossa Senhora.
2º. Repelir sem demora todo mau pensamento e desejo, chamando pelos nomes de Jesus e Maria.
3º. Fugir, mas fugir absolutamente, custe o que custar, da ocasião do pecado, da frequentação de tal pessoa, de tal casa, de tal divertimento, de um modo especial destas danças modernas tão imorais e escandalosas.
4º. Enfim o meio mais eficaz é a recepção frequente e piedosa dos sacramentos da confissão e comunhão.

As Sete Portas do Inferno - Introdução


DESPERTADOR DA ALMA
 O inferno e as portas do inferno

Há um inferno.

1º. A Sagrada Escritura nos diz que há um inferno. Jesus Cristo disse: não temais os que podem matar o corpo, temei os que matam o corpo e a alma e os precipitam no inferno. — Se vosso olho, vossa mão, vosso pé vos escandalizam, — isso é, são para vós ocasião de cometerdes o pecado, — arrancai-os e lançai-os longe de vós, para não cairdes no inferno. — O rico avarento foi sepultado no inferno e do meio de seus suplícios bradava: Estou atormentado horrorosamente nas chamas devoradoras, dai-me uma gota de água para refrescar a língua. — No dia do juízo Jesus dirá aos condenados: — Ide, malditos, para o fogo eterno. — São claras estas palavras. Ou há um inferno ou o Evangelho é mentira. Há um inferno ou Jesus nos engana.


2º. A razão nos diz que há um inferno. Dois homens que seguem dois caminhos opostos não podem se encontrar no mesmo ponto. Podem encontrar-se e ter a mesma sorte os homens que seguem, uns o caminho do bem, outros o caminho do mal? O justo e o pecador, a vítima e o assassino, a virgem e o sedutor, o mártir e o algoz, a mãe de família honesta e a mulher perdida, podem ir para o mesmo lugar? Suponhamos que São Pedro e Nero tivessem morrido no mesmo dia e que juntos comparecessem perante o tribunal de Deus. Jesus Cristo pergunta a São Pedro: Que fizeste durante a vida? Senhor, era um pobre pescador. Vós me chamastes para ser pescador de almas. Deixei tudo e vos segui. Desde então sabeis qual foi minha vida: rezar, jejuar, pregar, batizar, converter os pecadores, salvar as almas, até que fui preso, lanhado na cadeia e crucificado por amor de vós. — Eis minha vida e minhas obras. — E tu, Nero, que fizeste? — Eu era imperador de Roma, gozei, e para gozar não recuei diante de nenhum crime. Zombei de Deus e da virtude, mandei assassinar minha mãe e meu irmão, queimar vivos milhares de cristãos, queimei a cidade de Roma. Afinal, perseguido pelo povo revoltado por meus crimes, suicidei-me. Eis minha vida e minhas obras. — Notai que são fatos históricos, coisas que realmente se passaram. E agora, quereis que Deus diga: muito bem, Pedro, muito bem, Nero, vão para o céu? Ou então que diga: vão para o inferno? Nossa razão protesta e nos diz que deve haver uma recompensa para São Pedro e um castigo para o monstro que se chamou Nero. Este castigo é o inferno. Há um inferno.


3º. A experiência nos diz que há um inferno. Dizem os libertinos: nunca ninguém voltou do inferno para nos dizer que há um inferno. É precisamente o que o inferno tem de terrível. Dali ninguém volta. Ninguém sai do inferno, diz a Escritura. No entanto, por uma disposição especial da Providência Divina, por exemplo, para nos instruir, isto pode acontecer e de fato tem acontecido. S. Francisco de Girólamo pregava em Nápoles, em frente de uma casa em que morava uma mulher de má vida que perturbava a missão com seus gritos e suas gargalhadas. De repente esta cai morta. O santo, logo que soube o que tinha acontecido, foi à casa dela. “Catarina, disse ele, onde estás?” E duas vezes repetiu as mesmas palavras. Repetiu-as uma terceira vez com mais autoridade; e os olhos do cadáver se abrem, seus lábios se movem e na presença de toda a multidão, uma voz, que parecia sair do abismo, respondeu: “no inferno, no inferno!” Todos fogem, tomados de assombro, e o próprio santo, impressionado, repetia: “no inferno! Deus terrível, no inferno!” É um fato absolutamente certo, a tal ponto que serviu de milagre para a canonização do santo. Há um inferno.


Que é o Inferno


Todo o inferno está nesta palavra de Jesus Cristo: “Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”.
1º. O inferno é a separação, a perda de Deus. “Afasta-te de mim, pecador”. É assim que Deus repele para longe de si a alma pecadora. É a perda de Deus, a perda da suma beleza, da suma bondade, do sumo bem. Enquanto nossa alma estiver presa no cárcere da carne, não poderá nunca compreender a imensidade desta desgraça que, na frase dos santos, constitui o inferno dos infernos.


2º. O inferno é a maldição de Deus. Afasta-te, pecador maldito. A maldição eficaz de um Deus todo-poderoso. Se é terrível a maldição de um pai, de uma mãe, que será a maldição de Deus? Pecador maldito, maldito no corpo, maldito na alma. Olhos, língua, mãos, pés, inteligência, coração, vontade, tudo é maldito, porque tudo serviu de instrumento ao pecado.
3º. O inferno é o fogo. Afasta-te de mim, pecador maldito, para o fogo. Quando os profetas falam do inferno, logo se lhes apresenta à imaginação o mar, o mar sem limites e sem fundo, e os condenados, nadando e mergulhando neste abismo de fogo. O fogo os envolve, penetra-os, circula em suas veias, insinua-se até à medula dos ossos.
4º. O inferno é a eternidade. Afasta-te, pecador maldito, para o fogo eterno. A eternidade... quem pode compreendê-la! É um tempo que não acaba. Mil anos, milhões de anos, mil milhões de anos. Contai as gotas de água do oceano, os grãos de areia das praias, as folhas das árvores... a eternidade tem mais anos, mais séculos. Sempre! Nunca! Sempre queimar, sempre sofrer! Nunca o menor alívio, a menor esperança.
Se os condenados que estão no inferno pudessem voltar à terra, que fariam? Procurariam outra vez a ocasião do pecado, as danças, os espetáculos, as tavernas, as casas de perdição? Não! Correriam para a Igreja, ao pé do altar do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora, ao pé do confessor principalmente, para alcançar o perdão de seus pecados. O que os condenados não podem mais, vós o podeis. Não estais no inferno, mas talvez estejais no caminho do inferno. Quanto antes, voltai para trás; talvez amanhã seja tarde.


As Portas do Inferno


“É larga, disse Jesus Cristo, a porta do inferno”. Pode-se acrescentar, são muitas as portas do inferno. Com efeito, há tantas portas do inferno quantas espécies de pecados mortais; mas há entre elas algumas mais largas e mais perigosas: são as da impureza, da injustiça, da profanação do domingo, da embriaguez, da má educação dos filhos, do protestantismo, do espiritismo, da demora da conversão.

Este post continuará com a Primeira Porta: A Impureza

Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6ª edição, Editora Vozes, 1953.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Poço de São Patrício, maravilha da engenharia renascentista, um mapa do purgatório?



Desenhado por Antonio da Sangallo, o Jovem, e encomendado pelo Papa Clemente VII, recorda uma história tradicionalmente atribuída ao patrono da Irlanda

OPoço de São Patrício é um antigo poço localizado em Orvieto, Úmbria, na Itália central, construído durante a década que vai de 1527 a 1537, por ordem do Papa Clemente VII. Ele tinha se refugiado na cidade, enquanto as tropas renegadas do exército do Sacro Império Romano, sob o comando de Carlos V, saqueavam Roma.

En un principio, esta sorprendente pieza de arquitectura se llamaba, simplemente, “Pozzo della Rocca”, el “pozo de la piedra”, o “el pozo de la fortaleza”, pues está a muy poca distancia de la Fortaleza de Albornoz
Inicialmente, essa incrível peça de arquitetura se chamava, simplesmente, “Pozzo della Rocca”, o “poço da pedra”

A estrutura do poço, desenhado por Antonio da Sangallo, o Jovem, é uma impressionante obra de engenharia sofisticada. É uma coluna oca cilíndrica, com 63 metros abaixo da terra, tem 13 metros de largura, e é cercado por duas escadarias de 248 degraus cada, largas e confortáveis, em desenho de dupla hélice. Por um lado descem os burros de carga, com recipientes vazios para encher de água; e pelo outro sobem, nunca obstruindo a passagem. No fundo do poço, iluminado por 72 janelas que fornecem luz para toda a estrutura, há uma ponte que liga as duas escadas, onde os moradores podiam acessar para buscar água sem os burros de carga. Esse duplo acesso garantia o fornecimento ininterrupto de água para a cidade de Orvieto, e foi um desenho único em toda a Europa naquela época.

los frailes de un convento cercano asociaron la profundidad del pozo, y el proceso de descender hasta el puente para sacar de él el agua necesaria, a un antiguo poema francés del siglo XII, llamado “L’Espurgatoire Saint Patriz” –“El Purgatorio de San Patricio”-
Os monges de um convento próximo associaram a profundidade do poço ao purgatório

Inicialmente, essa incrível peça de arquitetura se chamava, simplesmente, “Pozzo della Rocca”, o “poço da pedra” ou “o poço da fortaleza”, pois está próximo da Fortaleza de Albornoz. Foi até o século XIX, quando o seu nome foi alterado para o atual, “Poço de São Patrício”: os monges de um convento próximo associaram à profundidade do poço, e ao processo de descer para para dele retirar água, um antigo poema francês do século XII, chamado “L’Espurgatoire Saint Patriz” – “O Purgatório de São Patrício”.

Esse poema não é apenas uma tradução de um texto escrito em latim, o Tractatus de Purgatorio Sancti Patricii, escrito por um monge cisterciense inglês conhecido simplesmente como H. De Saltrey. O tratado foi, durante anos, a representação mais influente do Purgatório, até o aparecimento da Divina Comédia. A chave está em que seu personagem principal, um cavaleiro irlandês chamado Owein, desce ao purgatório. De acordo com uma das histórias tradicionalmente associadas a São Patrício, Cristo teria mostrado ao santo o acesso ao Purgatório por uma caverna ou um poço.

Antes que o poço fosse concluído, Clemente VII e Carlos V haviam resolvido suas diferenças, de modo que Orvieto nunca foi ocupada ou saqueada. No entanto, a construção do poço continuou durante mais uma década, até que foi concluída.

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https://pt.aleteia.org/2016/05/20/poco-de-sao-patricio-maravilha-da-engenharia-renascentista-um-mapa-do-purgatorio/

Por que as pessoas não estão mais rezando pelas almas do purgatório?


domingo, 7 de junho de 2020

ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PARA ALCANÇAR UMA BOA MORTE




(Podemos aplicá-la por nós e pelos moribundos) Oh meu santo protetor, glorioso Patriarca São José, estando no leito do vosso doce trânsito, se viram rodeado de anjos e assistido do seu rei , Cristo Jesus, e de sua rainha, a Virgem Maria abençoada, esposa vossa, e que com esta amabilíssima companhia saíram em uma paz celestial desta miserável vida!. Me alcança a graça de perseverar no bem até que morra reclinado nos vossos braços O que você sabe? Sim, meu santo, por aquela doce companhia que Jesus e Maria vos fizeram até a hora da vossa morte, protejam-me na minha até que me veja com você no céu. Compadece-os também das pobres almas do Purgatório que invocam a vossa graça e poder para com elas; amparai-as e levem-as em breve para a vossa glória, para que juntas com a minha, glorifiquemos o vosso santo nome com o de Jesus e Maria por todos os séculos. Amém.

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Oração pelos padres que faleceram ou estão no purgatório

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Nós nos unimos em oração pelos nossos amados padres que faleceram e os que estão no purgatório. (Todos os domingos e quintas) Oremos, irmãos, a Deus todo poderoso e peçamos-lhe que ouça as nossas orações e acolha na assembleia dos santos aos nossos irmãos os padres Divultos que enquanto viveram na terra dedicaram a sua vida ao serviço da Igreja.

- para que o Senhor, que escolheu nossos irmãos os padres Divultos como pastores da nossa comunidade (arciemprestazgo) os conte agora entre seus servos prudentes e fiéis. Rezemos ao Senhor.

- Para que aqueles que presidente as nossas assembleias aqui na terra, acompanhados agora daqueles que apacentaram a Grey do Senhor e que os precederam nas roxas eternas, celebrem o seu Senhor na Assembleia Festiva dos eleitos. Rezemos ao Senhor.

- para que aqueles que consagraram a sua vida a anunciar o Evangelho de Cristo aos fiéis desfrutem agora contemplando cara a cara aquela mesma verdade em que acreditaram e pregaram os irmãos. Rezemos ao Senhor.

- para que o Senhor olhe bondoosamente para a nossa comunidade, nos conceda manter-nos firmes na fé apostólica, em plena comunhão com os nossos pastores, e queira livrar o mundo de todos os males. Rezemos ao Senhor.

Ouça, Senhor, com piedade, as orações que te dirigimos pelos teus padres falecidos, àqueles que enquanto viviam na terra confiaste a missão de representar Jesus Cristo na assembleia dos fiéis, faça com que agora sejam reconhecidos pelo Pastor Supremo e consigam o Prêmio dos servos fiéis. Por Jesus Cristo nosso Senhor.

Oração pelas nossas irmãs, as benditas almas do purgatório.

A imagem pode conter: 3 pessoas, texto que diz "Que nuestra oración de hoy salve miles de almas del purgatorio"
Pai misericordioso, em união com a Igreja Triunfante no céu, imploro-te tenha piedade das almas do Purgatório. Lembre-se do seu eterno amor por elas e mostre-lhes os infinitos méritos do seu amado filho. Dignate livrá-los de mágoas e dores para que em breve desfrutem de paz e felicidade. Deus, Pai Celestial, agradeço-te pelo dom de perseverança que você concedeu às almas dos fiéis falecidos.

Gentil Salvador, Jesus Cristo. Você é o rei dos reis no país da alegria. Eu te peço que pela tua misericórdia ouça a minha oração e liberte as almas do Purgatório, em particular, N... Leve-as da prisão das trevas à luz e liberdade dos filhos de Deus no reino da tua glória. Amável Salvador, agradeço-te por ter redimido as pobres almas com o teu precioso sangue, salvando-as da morte eterna.

Deus Espírito Santo, acende em mim o fogo do teu divino amor. Aviva a minha fé e confiança, aceite benignamente as orações que te ofereço pelas almas que sofrem no Purgatório. Eu quero aplicar os méritos desta devoção em favor de toda a Igreja Sofriente e especialmente pelos meus falecidos pais, irmãos, irmãs, bienfeitores, parentes e amigos. Atende minha oração para que possamos nos reunir no Reino da tua glória.

Deus Espírito Santo, agradeço-te por todos os benefícios com que santificaste, fortaleceu e aliviado estas benditas almas e em especial por confortá-las nos atuais sofrimentos com a certeza da felicidade eterna. Que logo se juntem com você e ouçam aquelas palavras benditas que as chamam para o lar do Céu: " Venham, os Abençoados pelo meu pai! Tomem posse do Reino que foi preparado para vocês desde o início do mundo " (Mt 25, 34).

PELOS PAIS DIFUNTOS

Oh, meu Deus! Você nos mandou honrar pai e mãe. Pela sua misericórdia, tenha misericórdia do meu pai (mãe) e não se lembre dos seus pecados. Que eu possa vê-lo (la) de novo na alegria de eterno brilho. Eu te peço por Cristo nosso Senhor. Amém.

A FAMÍLIA

Oh, bom Jesus! A dor e sofrimento dos outros comovia sempre o seu coração. Olhe com piedade as almas dos meus queridos familiares do Purgatório. Ei meu clamor de compaixão por eles e faça com que aqueles que você separou dos nossos lares e corações desfrutem logo do descanso eterno no lar do seu amor no céu.

ORAÇÃO

Oh, meu Deus! Nosso Criador e Redentor, com o teu poder Cristo conquistou a morte e voltou

para você glorioso. Que todos os seus filhos que nos precederam na fé (especialmente n...) Participem da sua vitória e desfrutem para sempre da visão da tua glória onde Cristo vive e reina contigo e o Espírito Santo, Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.

Dê-lhes, Senhor, o descanso eterno. Brilhe para eles a luz perpétua. Descansem em paz. Amém.

Maria, Mãe de Deus, e Mãe de misericórdia, rogai por nós e por todos os que morreram no colo do Senhor. Amém,

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Súplica à Santíssima Virgem pelas Almas do Purgatório


Súplica à Santíssima Virgem pelas Almas do Purgatório
 

Oh! Mãe de misericórdia! tão grande é vossa bondade, que não podereis descobrir misérias sem compadecer-Vos.

Olhai, vos suplicamos, com caridosos olhos as aflitas almas que sofrem no Purgatório, sem poder procurar alívio algum em suas tremendas penas, e tenhais compaixão.

Por vossa piedade e pelo amor que tens a Jesus, vos pedimos olhai seus sofrimentos, e lhes procureis eterno descanso.

Mas ah! quão doloroso deve ser para vosso maternal coração, a conduta de inumeráveis cristão, que deixam no esquecimento as pobres almas do Purgatório!

Esperam nossos sufrágios, apenas quem se lembre delas!

Oh! Maria! dignai-Vos inspirar a todos os fiéis uma terna e viva compaixão por nossos irmãos defuntos: comunicai-lhes um ardente desejo de oferecer por elas obras satisfatórias, e ganhar, em seu favor, quantas indulgências lhes sejam aplicadas a fim de que logo possam estar com Deus.

Maria Santíssima ouvi as súplicas que por elas vos fazemos:

Para que saiam daquele tenebroso cárcere.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que Deus lhes perdoe a pena de seus pecados.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que se abrevie o tempo de seus sofrimentos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que se apaguem suas chamas abrasadoras.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que um raio de luz celestial ilumine suas horrendas trevas.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que sejam consoladas em seu triste abandono.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que alcancem alívio em suas penas e amargas angústias.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que a tristeza se troque em perpétua alegria.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que saciem a ardente sede dos bens eternos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que se realizem logo seus desejos de entrar na glória.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas de nossos pais e filhos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas de nossos irmãos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas de nossos parentes.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas de nossos amigos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas de nossos benfeitores.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas que sofrem naquelas chamas por culpa nossa.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas daqueles que em sua vida nos fizeram sofrer.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas mais desamparadas.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas que sofrem maiores tormentos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas que estão mais perto de entrar no céu.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas que durante sua vida amaram mais a Vós e a vosso Divino Filho.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas almas daqueles que sofrem a mais tempo.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por todas as benditas almas do Purgatório.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vossa inefável misericórdia.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vosso imenso poder.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vossa maternal bondade.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vossa incomparável maternidade.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vossas preciosas lágrimas.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vossas acerbadas dores.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Por vossa santa morte.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelas cinco chagas de vosso amado Filho.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pelo Sangue Divino derramado por nós.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Pela dolorosíssima morte no lenho da Cruz.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que se apliquem com abundância aos defuntos as súplicas dos vivos.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que a gloriosa legião dos santos as socorra sem cessar.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que os nove coros dos anjos as recebam com regozijo.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que vossos olhos maternais lhes concedam um olhar de compaixão.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que as faça felizes a visão de vosso Divino Filho.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que pela contemplação da Santíssima Trindade sejam bem-aventuradas.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que se faça cada dia mais fervorosa nossa devoção as almas.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que se ofereçam sempre mais orações, indulgências e obras satisfatórias por elas.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Para que as almas, que tivermos livrado do purgatório, façam um dia o mesmo por nós.
Imploramos vosso socorro, Oh! Mãe de Bondade.

Amém.


http://precantur.blogspot.com/2012/05/suplica-santissima-virgem-pelas-almas.html

Se as almas dos mortos podem ser socorridas só, ou sobretudo, pelas orações da Igreja, pelo sacrifício do altar e pelas esmolas.

Se as almas dos mortos podem ser socorridas só, ou sobretudo, pelas orações da Igreja, pelo sacrifício do altar e pelas esmolas. O nono discute-se assim. ─ Parece que não só, nem sobretudo, as almas dos mortos podem ser socorridas pelas orações da Igreja, pelo sacrifício do altar e pelas esmolas. 

1. ─ Pois, uma pena deve ser compensada por outra. Ora, o jejum é maior pena que a esmola ou a oração. Logo, mais aproveita o jejum, como sufrágio, que qualquer das obras referidas. 

2. Demais. ─ Gregório enumera o jejum entre os outros sufrágios, quando diz: As almas dos mortos podem ser livradas pelos quatro modos seguintes ─ as oblações dos sacerdotes; a esmola dos amigos, as preces dos santos e o jejum dos parentes. Logo, a tríplice enumeração referida, de Agostinho, é insuficiente. 

3. Demais. ─ O batismo é o principalíssimo dos sacramentos, sobretudo pelo seu efeito. Logo, o batismo ou os outros sacramentos deveriam, ser celebrados pelos defuntos, como o sacramento do Altar, ou mesmo de preferência. 

4. Demais. ─ Isto se conclui das palavras do Evangelho: Que farão os que se batizam pelos mortos se absolutamente os mortos não ressurgem? Logo, também o batismo vale como sufrágio pelos defuntos. 

5. Demais. ─ O sacrifício do Altar é o mesmo em qualquer missa. Se, pois, o sacrifício é o enumerado entre os sufrágios e não a missa, parece que tem o mesmo valor qualquer missa dita por um defunto, quer a da Santa Virgem, quer a do Espírito Santo, quer outra qualquer. O que vai contra a disposição da Igreja, que instituiu uma missa especial pelos defuntos. 

6. Demais. ─ Damasceno diz que se oferecem pelos defuntos cera, óleo e cousas semelhantes. Logo, não só na oblação do sacrifício do Altar mas também as demais oblações devem ser contadas entre os sufrágios pelos mortos. 

SOLUÇÃO. ─ Os sufrágios dos vivos aproveitam aos mortos, primeiro, por estarem estes unidos pela caridade, e, segundo, por serem os mortos o objeto da intenção dos vivos. Por onde, são por excelência próprias a sufragar os mortos aquelas obras que supõem a comunicação da caridade ou a direção da intenção para terceiros. ─ Ora, a Eucaristia é por excelência o sacramento da caridade, pois, o sacramento da união eclesiástica; porque contém Cristo princípio da união e da consolidação da Igreja universal. Por isso a Eucaristia é como a origem ou o vínculo da caridade. Ora, entre os efeitos desta o mais principal é a obra da esmola. Por isso, quanto à caridade, servem sobretudo para sufragar os mortos as duas obras seguintes: o sufrágio da Igreja e a esmola. Quanto à intenção aplicada aos mortos, vale sobretudo a oração; porque esta, por natureza, não só respeita a quem ora, como as demais obras, mas e mais diretamente àquele por quem é feita. ─ Por isso, essas três obras se consideram como os principais socorros que os vivos podem prestar aos mortos; embora quaisquer outras boas obras feitas com caridade pelos defuntos, devemos crer que lhes aproveitem. 

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. ─ Em quem satisfaz por outro devemos considerar ─ para que o efeito da satisfação a este aproveite ─ antes, o meio pelo qual ela se aplica de um para outro, que a pena mesma da satisfação. Embora a pena em si mesma sirva mais de expiar o reato do satisfaciente, como remédio que é. Por isso as três obras referidas aproveitam aos defuntos, mais que o jejum. 

RESPOSTA À SEGUNDA. ─ Também o Jejum pode aproveitar aos defuntos em razão da caridade, e da intenção a eles aplicada. Mas o jejum nada contém, por natureza, que diga respeito à caridade ou à direção da intenção, cousas que lhe concernem apenas extrinsecamente. Por isso Agostinho não enumerou, ao contrário de Gregório, o jejum entre os sufrágios dos mortos. 

RESPOSTA À TERCEIRA. ─ O batismo é uma regeneração espiritual. Por onde, assim como pela geração só adquire a existência o ser gerado, assim o batismo não produz a sua eficácia senão no batizado, enquanto obra de valor próprio (ex opere operato). Embora enquanto obra feita por um determinado agente (ex opere operantes) , quer este seja o batizante, quer o batizado, possa aproveitar a outrem, como o podem as demais obras meritórias. Quanto à Eucaristia, é um sinal da união eclesiástica. Por isso, considerada como obra de valor próprio (ex ipso opere operato) , a sua eficácia pode aproveitar a outrem. O que não se dá com os outros sacramentos. 

RESPOSTA À QUARTA. ─ A Glosa expõe a autoridade citada em dois sentidos. Um sentido é o seguinte: Se os mortos não ressurgem nem ressurgiu Cristo, que farão os que batizam pelos mortos, i. é, pelos pecados; pois que estes não são perdoados se Cristo não ressurgiu. Porque no batismo opera não só a paixão mas também a ressurreição de Cristo, causa, de certo modo, da nossa ressurreição espiritual. ─ Outro sentido: Houve certos que, por ignorância, se faziam batizar por aqueles que partiram desta vida sem batismo, pensando que isso lhes aproveitasse. E, de conformidade com este sentido, as palavras citadas do Apóstolo se referem ao erro desses tais. 

RESPOSTA À QUINTA. ─ O ofício da missa não é só um sacrifício mas também encerra orações; e satisfaz assim as duas condições exigidas por Agostinho. Como sacrifício oferecido, qualquer missa, p. ex. das referidas, aproveita igualmente aos defuntos, pois, o sacrifício é na missa o principal. Quanto às orações, as missas onde se rezam orações particulares pelos mortos mais lhes aproveitam. A falta de orações particulares pode entretanto ser compensada pela maior devoção do celebrante, ou de quem mandou celebrar, ou ainda pela intercessão do santo cujo sufrágio é implorado na missa. 

RESPOSTA À SEXTA. ─ A oblação de candeias, óleo ou cousas semelhantes pode aproveitar ao defunto, consideradas como esmola; pois, oferecem-se para o culto da igreja ou também para uso dos fiéis.

Terço pelas Almas do Purgatório e Ladainha


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